Laudo aponta esgoto doméstico não tratado no rio Sapato
01 de Fevereiro de 2013 - PiatãO relatório de ensaios apontou a existência de 15 mil UFC por 100 ml de água – 15 vezes acima do aceitável para rios como o Joanes e o Ipitanga.

A prefeitura de Lauro de Freitas vai notificar a partir deste mês os moradores que descartam esgoto não tratado na rede pluvial ou diretamente nos rios da cidade. A intenção do biólogo Márcio Crusoé, secretário municipal de Meio Ambiente, é evitar que se repita a mortandade de peixes que, mais uma vez, aconteceu no dia 17 de janeiro no rio Sapato, que corre ao longo de toda a orla.
A prefeitura encomendou uma análise mais extensiva da água do rio que deve ficar pronta no final deste mês, mas a existência de esgoto doméstico não tratado no rio Sapato já foi confirmada por um laudo do laboratório do Senai-Cetind de Lauro de Freitas, encomendado no dia 18 de janeiro. A amostra de água foi colhida no trecho do rio próximo à rua Praia de Tambaú, em Vilas do Atlântico.
O relatório de ensaios apontou a existência de 15 mil UFC (Unidades Formadoras de Colônias) de coliformes termotolerantes (ou coliformes fecais) por 100 ml de água – 15 vezes acima do aceitável para rios como o Joanes e o Ipitanga, pelos parâmetros do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para o Programa Monitora, que avalia a qualidade da água nos rios.

A permanente proliferação de baronesas (Eichhornia crassipes) no leito do Sapato já indicava a presença de agentes poluentes, em especial esgoto doméstico. A baronesa, planta aquática também conhecida como aguapé e camalote, entre outros nomes, chega a ser utilizada como agente de despoluição.
A planta funciona como filtro mecânico, retendo partículas orgânicas e minerais da água. Ao mesmo tempo, cria um ambiente rico em fungos e bactérias, o que reduz a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), a própria taxa de coliformes fecais e a turbidez da água poluída. A DBO mede a quantidade de oxigênio necessário num corpo d’água para dissolver matéria orgânica biodegradável – por exemplo, esgoto doméstico. A própria DBO é um parâmetro de avaliação da qualidade da água, ajudando a quantificar a poluição orgânica.
De acordo com a lei federal número 9.605, lançar esgoto não tratado em cursos d’água constitui crime ambiental punido com até cinco anos de prisão. Só a mortandade de peixes, se provocada pela emissão de efluentes ou carreamento de materiais, é punida com detenção de um a três anos ou multa, ou ambas cumulativamente. Ao contrário do que muita gente pensa, a ausência de uma rede de esgotamento sanitário não autoriza o lançamento de esgoto in natura nos rios. A solução passa pela manutenção de fossas sanitárias ou a instalação de pequenas estações de tratamento de efluentes (ETE).
Com informações V.M.
Comentários
Outras Notícias
New York Times aborda receio de influência dos EUA na eleição brasileira
13 de Outubro de 2026Foto: Reprodução/X/@MidiaNINJA
Alfonso Herrera manifesta apoio a Lula com foto da visita do RBD ao Brasil
13 de Outubro de 2026Foto: Reprodução/Redes Sociais
Raphinha assina renovação e amplia vínculo com o Barcelona até 2030
13 de Outubro de 2026Foto: Reprodução / Instagram @raphinha
Avanço do sarampo leva Nova York a decretar emergência sanitária
13 de Outubro de 2026Foto: Divulgação OMS
Jorge Araújo, Tiririca e Silvia Abravanel estão entre os famosos que ficaram sem mandato em 2026
07 de Outubro de 2026Foto: Divulgação
Simaria retoma carreira nos palcos e conta como os filhos incentivaram seu recomeço
07 de Outubro de 2026Foto: TV Globo
Vídeos
Vídeo: Bolsonaro dá chilique em entrevista após TSE decretar sua inelegibilidade por 8 anos
30 de Junho de 2023
Motociclista entra em contramão e bate de frente com outra moto no interior da Bahia; veja o...
28 de Fevereiro de 2023