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Simões Filho: Quilombolas do Rio dos Macacos protestam contra 'silêncio' de Dilma

03 de Janeiro de 2013 - Piatã

A manifestação foi realizada para pedir apoio da presidente à causa do quilombo.

No início da tarde desta quarta-feira (2), os moradores da comunidade quilombola Rio dos Macacos, em Simões Filho, protestaram em frente à Base Naval de Aratu, onde a presidente Dilma Rousseff se hospeda há seis dias.

Rosimeire Santos, uma das líderes comunitárias, disse que a manifestação foi realizada para pedir apoio da presidente à causa do quilombo, que se defende na Justiça de ação da Marinha que pede a retomada da área, que tem cerca de 300 mil hectares.

"É um absurdo que a presidente, sabendo do que está acontecendo, de todo o massacre, passe o ano novo perto e sequer marque uma reunião com a gente. Cada vez mais a Marinha aumenta a violência", disse Rosimeire Santos.

A quilombola contou casos de violência vividos por parentes no mês de dezembro.“Se a nossa comunidade sumir do mapa, todos vão saber que nós morremos lutando”, relatou Rosemeire.

O caso

A área onde vivem os quilombolas é controlado pela Marinha do Brasil. Além disso, os quilombolas se defende na Justiça de ação da Marinha que pede a retomada da área, que tem cerca de 300 mil hectares. Em outubro de 2012, a Justiça Federal decidiu pela desocupação do território, que abriga quase 50 famílias, mas a Defensoria Pública da União entrou com recurso contra o despejo e até o momento não foi notificada de nenhum decisão da 2ª instância.

O relatório técnico finalizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em agosto de 2012 comprovou que o território do Rio dos Macacos é um quilombo de remanescentes de escravos. Segundo Rosimeire Santos, até este dia 2 de janeiro de 2013 o resultado do relatório não foi publicado no Diário Oficial do Estado e da União.

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