Aposentado desaparece em mar de Itaparica enquanto realizava pesca esportiva
03 de Novembro de 2013 - PiatãJosé Rios Santana, 65 anos, saiu de casa por volta das 5h, para pescar com um amigo, quando se afogou e desapareceu no mar
Um aposentado de 65 anos desapareceu na manhã deste sábado (2), enquanto realizava pesca esportiva no mar da Ilha de Itaparica, na região da Baía de Todos os Santos. José Rios Santana saiu de casa por volta das 5h, para pescar com um amigo, quando se afogou e desapareceu na maré. Segundo o bombeiro militar Deyvid Ressurreição Santana, que é filho da vítima, um amigo tentou ajudar lançando uma rede, mas como não sabia nadar, não conseguiu chegar mais perto e resgatar o aposentado.
José se afogou por volta das 6h de sábado, mas até a noite deste domingo (3) o corpo não havia sido localizado. Além de Deyvid, participam das buscas outros bombeiros, amigos e uma equipe da Marinha. José era casado, pai de quatro filhos e estava vestindo camisa branca e shorts verde quando sumiu.
Deyvid conta que o pai estava em uma área rasa da baía, com água na altura dos ombros, quando, antes de lançar a rede de pesca, a maré subiu e ele acabou se afogando. “Ainda não sabemos ao certo o que aconteceu. Acredito que pela idade ele tenha tido um mal súbito”, explica o filho. O amigo de José estava em uma área mais rasa, mas como não sabia nadar, lançou um jereré amarrado em cordas, mas o aposentado não conseguiu alcançar.
Desde então, amigos e familiares fazem as buscas para tentar achar o corpo do pai de Deyvid. “Estamos precisando de ajuda. Só temos um bote, onde colocamos combustível com nosso dinheiro. A Marinha está fazendo busca com apenas uma lancha. A comunidade pesqueira de Itaparica não deve saber, pois não há ninguém mais ajudando”, desabafa.
Uma equipe do Grupamento Aéreo (Graer) já foi solicitado para fazer buscas do alto, mas, por conta da chuva neste final de semana, não foi liberado para voar na tarde deste domingo. “Meu pai desapareceu praticamente no meio da baía, mas não temos como chegar lá. Então, se a comunidade de outras regiões puderem ajudar nas buscas com seus barcos e lanchas ou apenas ficando atentos às costas e praias, vamos agradecer muito. Ele pode aparecer em qualquer lugar”, apela o filho.
Deyvid, que trabalha há muitos anos como bombeiro militar e na equipe de resgate por mergulho, revelou as dificuldades de realizar buscas nestas regiões. Segundo ele, a equipe conta apenas com um bote pequeno e não há jetskis para fazer resgate de vítimas em afogamento ou localização de corpos.
“Agora estou vivendo na pele tudo o que as vítimas que eu ajudei já passaram. Não é que mais embarcações fossem salvar meu pai, mas para uma hora dessas, de se fazer o resgate, não temos esse suporte. Só queremos o corpo para a família se despedir. Sabemos que ele já está num lugar melhor do que o nosso. Já ajudamos tanta gente e agora pedimos ajuda também”, diz Deyvid.
*Correio.
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