“Finalizamos a greve porque corríamos o risco de não receber os atrasados”, relata a professora Joana Leôncio
17 de Junho de 2019 - Redação Pernambués agora
Reunidos em Assembleia Geral, os professores da UNEB deflagraram GREVE por tempo indeterminado, no dia 26 de abril e os alunos ficaram sem aula.
Para os professores, a greve se fez necessária, uma vez que, todos os recursos foram utilizados na tentativa de sensibilizar o Governo a reabrir as negociações da campanha salarial 2010 e a revogar o Decreto 12.583/2011, bem como não interferir nos processos de promoção, progressão e mudança de regime de trabalho - processos que devem ser iniciados e encerrados no âmbito da Universidade e que, desde 2009, sofrem ingerência do governo.
A decisão foi tomada após uma ampla discussão sobre a situação atual de estrangulamento orçamentário das UEBA (Universidades Estaduais da Bahia), retirada de direito dos docentes e arrocho salarial. Na ocasião, os professores avaliaram como uma postura autoritária a interrupção, pelo Governo, das negociações da campanha salarial 2010, quando impôs uma cláusula da “mordaça” que congela os salários dos professores por 4 anos. O decreto de contingenciamento também foi avaliado como mais uma política de ingerência do Governo nos assuntos da Universidade.
Joana Leônico, professora de psicologia da UNEB, relatou ao PERNAMBUÉS AGORA, o motivo de ter encerrado a greve: “A gente saiu da greve porque corríamos o risco de Rui Costa encerrar o semestre e não pagar nada de atrasados. O que ele tinha assinado no início que eram todas as promoções docentes e os D’es detidos, ele retirou de última hora. Ele foi duro porque tem professores que tem crianças com necessidades, que estavam sem receber há dois meses. Ele devolveu os 36 milhões que já eram nosso, vai parcelar os atrasados referente a abril e maio, mas a pauta principal ele não acatou”, disse.
A expectativa em relação a continuidade dos debates é negociar as reivindicações ainda não atendidas, a exemplo da implementação das Dedicações Exclusivas, das passagens docentes e das garantias ao Estatuto do Magistério Superior. Esses diálogos devem começar em até 72h após o término da greve, e conta com a participação das secretarias da Educação, Administração, Fazenda e Relações Institucionais. A retomada das atividades deve acontecer nesta segunda-feira (17), visto que a categoria participou da greve geral na última sexta-feira (14).
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