Homem chama PM de “macaco” e diz que negro “não tinha nem direito a ter família”
23 de Julho de 2022 - G1
O sargento Wagner Carvalho, policial militar negro, prestou queixa na 16ª DP (Barra da Tijuca) após ter sido vítima injúria racial por parte de Leonardo Fernandes Pontes, de 36 anos, enquanto trabalhava em uma blitz da Lei Seca
O caso aconteceu no início do mês no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.
Leonardo, preso em flagrante, informou à Justiça ser gerente de uma empresa multinacional. Ele foi acusado pelo sargento de tê-lo chamado "macaco", e também de ter dito que o policial "não tinha nem direito a ter família" por ser negro.
O caso aconteceu entre 22h e 23h do dia 4 de julho. O PM contou tudo em entrevista ao G1.
Admitiu ter bebido
Após ser parado em uma blitz, Leonardo admitiu ter ingerido bebida alcoólica e pediu ajuda a Wagner. Prevendo que poderia ser uma tentativa de suborno, o PM avisou que a conversa estava sendo gravada por uma câmera corporal, equipamento que começou a ser usado em maio por PMs do Rio de Janeiro.
Leonardo começou então a agredir verbalmente o PM:
"Eu dei mais ou menos uns três passos e ele falou: ‘É isso mesmo o que a sua raça faz, só faz merda'. Eu pedi que ele repetisse o que ele havia dito, e ele permaneceu calado", contou o PM.
"Atrás da barraca, ele me chamou de macaco filho da… Algemei ele. E ele começou a xingar toda a equipe com palavras de baixo calão. Agrediu com chutes um agente civil da operação…. [Na verdade] Dois agentes civis na operação", afirmou Wagner.
Mesmo após ser preso em flagrante e autuado por injúria na 16ª DP, o motorista continuou os ataques no caminho para a delegacia, que fica na Barra da Tijuca.
"No trajeto para a delegacia, continuaram as ofensas. [Ele] Falando que eu poderia falar com o delegado que ele me chamou de macaco, que o fato de eu ser preto não tinha nem direito a ter família, que eu tinha que andar em árvore."
No registro de ocorrência da 16ª DP, ao qual o g1 teve acesso, consta que a frase de Leonardo foi a seguinte: "Preto não serve para ter família, você anda em árvores e come banana!".
Medidas cautelares
Leonardo foi preso em flagrante e encaminhado à audiência de custódia, onde a juíza decidiu pela sua soltura, com substituição da prisão preventiva pelas seguintes medidas cautelares:
Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar as atividades até que saia sentença do caso;
Proibição de sair do Rio de Janeiro por mais de cinco dias seguidos "sem prévia e expressa autorização judicial", até que saia a sentença.
Caso descumpra alguma das medidas, Leonardo voltará para a prisão.
Foto: Divulgação
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