Metrô: nova linha vai chegar até Cajazeiras em dois anos
09 de Dezembro de 2019 - Redação Pernambués agora
Em cerca de dois anos, o metrô de Salvador vai chegar até o bairro de Cajazeiras
O tramo 3 do modal vai ter duas estações: uma em Campinas de Pirajá e outra em Águas Claras/Cajazeiras, onde também será construída a nova rodoviária. A ampliação foi assinada nesta segunda-feira (9) pelo governador Rui Costa, no estacionamento da estação de Pirajá.
A obra deve custar mais de R$ 737 milhões. Os novos 5,5 quilômetros de extensão serão implantados do lado esquerdo da BR-324, no sentido Salvador/Feira de Santana, começando no KM-622, em Pirajá, e seguindo até o KM-616, no viaduto de Águas Claras.
Segundo o presidente da CCR metrô Bahia, Rodolfo González, a nova estação vai permitir que o passageiro faça o trajeto de Cajazeiras para a Lapa em 20 minutos. Para o aeroporto, o tempo deve ser de uma hora.
Além desta ampliação, o modal também vai ganhar mais três estações. De acordo com o governador Rui Costa, estão sendo feitos estudos de topografia e sondagem de geologia na região do centro para que o metrô possa chegar até o Campo Grande.
"Serão mais três estações, incluindo uma na Graça e outra na Barra. Agora será licitado o anteprojeto e ano que vem devemos licitar a obra", disse.
O governador ainda ressaltou que a capital recebe o maior investimento da história em obras de mobilidade urbana com a aplicação de R$ 10 bilhões em obras do tipo. Sobre a extensão do modal sentido Cajazeiras, Rui ainda pontuou que a região vai se tornar um novo polo de geração de empregos.
“ Nós estamos estimando que cerca de dez mil empregos serão gerados com a obra, além dos que serão gerados no equipamento e à margem da via, na nova rodoviária e nas estações de metrô”, afirmou.
Até hoje, o metrô de Salvador possui 20 estações nos seus 33 Km de extensão. As viagens das cinco até a meia-noite transportam 370 mil passageiros por dia. Confira os números do modal abaixo.
• 3 estações em implementação
• Tempo de percurso:
• Linha 1 (Lapa a Pirajá) - 15 minutos.
• Linha 2 (Acesso Norte ao Aeroporto) - 27 minutos
• 24h de operação (manutenção entre 0h e 5h da manhã)
• Mais de 200 milhões de passageiros em cinco anos
• 40 trens, sendo que 35 operam juntos no horário de pico
• Passagem: R$ 3,70 e tem direito a integração com os ônibus (durante 2 horas - no caso das linhas urbanas - e 3h para as metropolitanas)
• Centro de Controle - 24h em funcionamento - 28 controladores e 5 supervisores
• Intervalos entre trens: em horários de pico da manhã (das 6h29 às 8h38) e da tarde (das 16h45 às 19h20), na Linha 1 é de: 2 minutos e 41 segundos; na Linha 2: 3 minutos e 10 segundos. Nos horários entre picos, o intervalo é de 5m20s na Linha 1 e de 6 minutos na Linha 2.
• Custo médio mensal – R$ 20.180,00 milhões
• Custo anual – R$ 242.165 milhões
• Investimentos realizados em 2018 – R$ 506.338 milhões
• Previsão de investimento em 2019 – R$ 183.512 milhões
Trânsito
A ampliação também deve melhorar o trânsito com a redução de veículos nas ruas. Para o presidente da CCR metrô Bahia, Rodolfo González, a expansão autorizada nesta segunda-feira e o projeto de ampliação até o Campo Grande mostram o sucesso da implantação do sistema metroviário na capital.
O novo transporte pode descongestionar a região do Iguatemi e melhorar o transporte na cidade. “Será um trecho muito importante, especialmente pela localização da nova rodoviária, que vai proporcionar um fluxo importante de usuários, além de descongestionar a área do Iguatemi, que atualmente está lotada", pontuou.
Já o secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, afirma que o número de passageiros deve crescer com a inauguração das novas estações. "Com as duas alterações previstas estaremos chegando a um volume de passageiros dia de 600 mil pessoas", disse.
Dívida da União
O governador Rui Costa destacou ainda que o governo federal deve à Bahia mais de R$ 500 milhões. "Só nas obras do metrô, que já está operando há mais de dois anos, o governo federal deve R$ 120 milhões. Das linhas Azul e Vermelha, a dívida soma R$ 260 milhões. Isso é muito ruim, porque tem contrato assinado e são obras que o Governo do Estado colocou o dinheiro para que não ficassem paradas. Se dependesse do governo federal, hoje a obra do metrô estaria parada. Ela só seguiu devido ao aporte adicional do Governo do Estado".
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