Recordista brasileiro em Olimpíadas de Inverno, piloto de trenó mira bom desempenho em Milão
05 de Fevereiro de 2026 - Redação Pernambués agora
Foto: Osvaldo F. / Contrapé
Inspirado pelo clássico do cinema “Jamaica Abaixo de Zero”, sucesso dos anos 1990, o baiano Edson Bindilatti iniciou uma trajetória improvável que o levou a se tornar o maior representante brasileiro da história nas Olimpíadas de Inverno. Natural de Camamu, no sul da Bahia, o piloto de bobsled terá, em 2026, sua sexta participação olímpica, nos Jogos de Milão-Cortina, na Itália.
Aos 46 anos, Bindilatti se tornará o atleta brasileiro com mais participações em Olimpíadas de Inverno, superando Jaqueline Mourão, que disputou cinco edições em modalidades como esqui cross-country e biatlo.
Antes de ingressar nos esportes de gelo, o atleta construiu carreira no atletismo, onde foi campeão brasileiro e sul-americano de decatlo. Apesar de não ter alcançado uma vaga nos Jogos Olímpicos de Verão, seu desempenho chamou a atenção da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), que o convidou a conhecer o bobsled no início dos anos 2000.
Após superar o medo inicial e se adaptar à velocidade e aos riscos da modalidade, Bindilatti fez sua estreia olímpica em 2002, nos Jogos de Inverno de Salt Lake City, quando o Brasil participou pela primeira vez do bobsled. Desde então, esteve presente também em Turim-2006, Sochi-2014, PyeongChang-2018 e Pequim-2022.
Na edição chinesa, a equipe brasileira alcançou seu melhor resultado histórico, terminando na 20ª colocação após chegar às finais, mesmo competindo com equipamentos emprestados. Após anunciar aposentadoria, o piloto voltou às pistas em 2024 para ajudar o país a garantir vaga nos Jogos de 2026.
Com um trenó moderno adquirido recentemente, a seleção brasileira obteve resultados expressivos, como o 13º lugar no Campeonato Mundial de 2025 e a classificação olímpica com a quarta colocação na Copa América. Em Milão, Bindilatti liderará a equipe formada por Davidson de Souza, Luís Bacca, Rafael Souza e Gustavo Ferreira.
O atleta afirma que chega à competição em sua melhor forma física e mental, com o objetivo de alcançar um resultado expressivo, embora reconheça o alto nível técnico das equipes adversárias. Mesmo após encerrar a carreira, ele planeja seguir contribuindo para o desenvolvimento do bobsled no Brasil, inclusive com projetos de base e formação de novos atletas.
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