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Pesquisa internacional aponta saúde, educação e desemprego como principais desafios da lusofonia

03 de Fevereiro de 2026 - Redação Pernambués agora
[Pesquisa internacional aponta saúde, educação e desemprego como principais desafios da lusofonia]

Foto: Reprodução / Conhecimento Científico R7

Um levantamento intercontinental revelou que saúde, educação e desemprego figuram entre as maiores preocupações dos cidadãos de países que têm o português como língua oficial. Os dados fazem parte do Barômetro da Lusofonia, estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), que analisa aspectos sociais, culturais e institucionais do universo lusófono.
A pesquisa tem como objetivo fortalecer a integração entre esses países, ampliando o entendimento sobre valores, percepções e expectativas comuns, além de ressaltar a relevância estratégica do idioma português, falado por cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo.
Ao todo, foram realizadas 5.688 entrevistas em países distribuídos por quatro continentes: África, América do Sul, Ásia e Europa. Participaram do estudo Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Brasil, Timor-Leste e Portugal.
Segundo o diretor-geral do Barômetro e presidente do Conselho Científico do Ipespe, Antonio Lavareda, as principais inquietações da população lusófona estão relacionadas à qualidade dos serviços públicos e às oportunidades de inserção econômica. Temas como violência, inflação e acesso a saneamento básico também aparecem com destaque, embora em um segundo nível de prioridade.
O levantamento aponta ainda diferenças na hierarquia das preocupações entre os países. No Brasil, por exemplo, os entrevistados destacaram como principais problemas a saúde (45%), a violência (40%) e a educação (35%). De acordo com o Ipespe, o peso da violência pode estar associado ao contexto da pesquisa, realizada após grandes operações policiais no Rio de Janeiro no final de 2025.
O estudo também avaliou a percepção sobre o funcionamento da democracia. No conjunto dos países analisados, 57% dos entrevistados afirmaram não estar satisfeitos. Timor-Leste e Portugal se destacam como exceções, com maioria da população declarando satisfação com o regime democrático.
Outro ponto abordado foi a disseminação de fake news. Cerca de 64% dos entrevistados afirmaram já ter recebido notícias falsas, com Portugal e Brasil liderando os índices. O estudo ressalta, no entanto, que percentuais menores em alguns países podem indicar dificuldade de identificação do problema, e não necessariamente menor incidência.

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