Ebó coletivo será feito na frente da câmara em ato contra a vereadora Marcelle Moraes
11 de Abril de 2019 - Redação Pernambués agora
Vereadora aproveitou um minuto de silêncio pelo falecimento de Makota Valdina para lamentar a morte de um animal no zoológico
Candomblecistas e lideranças religiosas protocolaram uma representação no Ministério Público da Bahia (MP-BA) contra a vereadora Marcelle Moraes, que aproveitou um minuto de silêncio pelo falecimento de Makota Valdina, durante sessão na Câmara de Salvador, para lamentar a morte de um animal no zoológico da capital baiana.
A ialorixá Jaciara Ribeiro anunciou ainda um novo ato contra Marcelle, após protesto na Câmara no último dia 25 de março. Dessa vez, será feito um ebó coletivo em frente à sede do Legislativo soteropolitano, na próxima segunda-feira (15).
O caso
O ato da vereadora Marcelle Moraes (Sem Partido) ter aproveitado o ensejo do minuto de silêncio na Câmara de Salvador pelo falecimento da líder religiosa Makota Vadina para pedir silêncio pela morte de uma rinoceronte fêmea no Zoo de Salvador ainda repercute de forma negativa para edil. O ato foi visto pelo movimento candomblecista como uma ofensa.
“Isso foi um ato covarde de vingança porquê a seis anos atrás, Makota Valdina enfrentou essa família e derrotou aqui nesse plenário, com mais de duas mil pessoas aqui fora quando eles quiseram criminalizar o ato sagrado de sacrificar os animais, aqui na cidade. Exatamente aqui em Salvador que essas pessoas vêm fazendo suas carreiras políticas em cima do sangue do povo negro e é por isso que a gente não vai deixar. É muito grave uma parlamentar falar disso na maior cidade negra fora da África”, desabafou Vilma Reis, adepta do candomblé, em entrevista ao Pernambués Agora.
O vereador Luíz Carlos Suíca (PT), informou que os animais são de importância e precisa de cuidados, “isso não se trata de votos e sim em cuidar das pessoas, e respeitar a religião, respeitar uma figura que foi um marco para a gente alcançar diversas conquistas nesse estado e município. Makota Valdina vai deixar um vácuo muito grande na sociedade, como meu companheiro Edson Conceição da Sindlimp deixou, como mãe Stella deixou, como todos companheiros que deram seu corpo e sua vida para conquistássemos algo, foi muito ruim.
Após o protesto, a vereadora Marcelle Moraes permaneceu no plenário e leu um pedido de desculpas.
Policiais militares da Casa precisaram intervir para ajudar a acalmar os ânimos dos manifestantes.
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