Suíca pede a presença de membro da atual diretoria após Atakarejo dizer que Teobaldo não representa mais a empresa
10 de Junho de 2021 - Vitor Fernandes (DRT-2430)
Para o vereador soteropolitano, “todos sabem que essa medida do Atakarejo é um modo de tirar o foco do problema”.
Após a rede Atakarejo informar que o empresário Teobaldo Costa não representa mais a empresa desde o mês de abril de 2020, o presidente da Comissão de Reparação da Câmara de Salvador, vereador Luiz Carlos (PT), solicitou a presença de membro da atual Diretoria Executiva para que compareça à audiência do dia 16 de junho, próxima quarta-feira. O edil petista frisou a importância da reparação nesse caso envolvendo a morte de dois jovens negros. Nesta quinta (10), Suíca assinou novo documento encaminhado ao fundador do grupo Atakadão Atakarejo. “Solicitamos que seja designado um membro da atual Diretoria Executiva para representar a empresa na reunião conjunta”, sintetiza o petista.
Suíca diz que Teobaldo é sim representante da rede. “Pode até ter se afastado de uma ou outra função, mas integra o Conselho Administrativo e é o fundador do grupo. Acredito que colaborar com as investigações não é o suficiente neste caso. É preciso reparar o dano causado às famílias de Bruno e Ian, mortos cruelmente após serem entregues a traficantes em Salvador por funcionários da empresa”, dispara Suíca. O vereador aponta que tanto a comissão de Reparação quanto a de Direitos Humanos da Casa Legislativa reforçam o pedido para ouvir prepostos do supermercado.
Essa é a segunda convocação feita pelas comissões ao empresário Teobaldo Costa. A Câmara de Salvador sugeriu ouvir o dono da rede sobre o caso ocorrido em abril, na unidade do Atakarejo do bairro de Amaralina, onde dois jovens acabaram mortos após serem flagrados supostamente roubando carnes no estabelecimento. A ausência do empresário na primeira audiência provocou protestos dos familiares de Bruno Barros da Silva, de 29 anos, e Ian Barros da Silva, de 19 anos, tio e sobrinho, que foram encontrados mortos após serem entregues a traficantes.
Em ofício de resposta à segunda convocação, a rede Atakarejo aponta que o inquérito corre sob sigilo e que aguarda a conclusão para se pronunciar. “Desejamos que todos os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível e que os responsáveis respondam pelos seus atos perante a justiça. Lamentamos profundamente o ocorrido no bairro do Nordeste de Amaralina, onde foi registrado fato lamentável e abominável. Não toleramos qualquer tipo de violência e desejamos que toda a verdade venha logo a público”, sintetiza nota da rede assinada pelo diretor comercial Milton Amorim.

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