Prefeitura de Madre de Deus diz que "Ilha de Bom Jesus" não lhe pertence
10 de Maio de 2012 - PiatãSegundo a prefeitura a imagem da cidade foi abalada com a suposta ligação de um caso em que uma jovem ofereceu sopa com ossos para um deficiente. Na nota, a prefeitura diz que a Ilha pertence a Salvador.
A prefeitura Municipal de Madre de Deus, emitiu nota no fim da manhã de hoje em que tenta desvincular a cidade da Ilha de Bom Jesus dos Passos em que uma jovem foi presa por ter oferecido sopa com ossos violado de um túmulo para um deficiente.

Segundo a nota "a Ilha de Bom Jesus dos Passos não faz parte do município de Madre de Deus, estando vinculada ao município de Salvador." A preocupação da prefeitura é a vinculação de noticias negativas ao nome da cidade. "especialmente relativas aos lamentáveis incidentes ocorridos naquela localidade, com violação de túmulos, não têm qualquer ligação com o nosso município".
A vinculação do caso à cidade de Madre de Deus se deu pela próximidade da Ilha com a cidade. "Toda a vida social da Ilha é dentro de Madre de Deus. São apenas 10 minutos da Ilha para o centro de Madre de Deus. Tanto que os políticos de Madre fazem campanha aqui, pois a maioria dos votantes são de Madre" afirmou Madalena Santos, 25, moradora do local. Além disso, até pela próximidade local a Polícia de Madre de Deus está apurando o caso.
A delegada Celina de Cássia Fernandes Santos deve ouvir ainda os envolvidos no caso nos próximos dias. Por se tratar de uma menor de idade, o caso será encaminhado à Promotoria da Infância e da Juventude para que sejam tomadas as medidas cabíveis.
Saiba mais sobre o caso
Uma adolescente foi acusada de oferecer sopa com osso humano para deficiente mental. O caso aconteceu há cerca de um mês, na cidade de Madre de Deus, região metropolitana de Salvador (BA), mas somente agora a polícia tomou conhecimento.
Segundo informações da polícia, a ossada humana foi furtada no cemitério da ilha do Bom Jesus dos Passos e pertencia a uma mulher morta em 1997. A adolescente de 15 anos que violou o túmulo e furtou um osso era parente da mulher falecida.
O objetivo era ridicularizar um deficiente mental da cidade, colocando osso humano na sopa dele para então tirar fotos e publicá-las na rede social Facebook. Observando a cena, um morador da região retirou o osso, jogou a sopa fora e advertiu a adolescente.
Na manhã desta segunda-feira, 7, o coveiro do cemitério notou a ausência dos ossos, que haviam sido retirados pela família para a reutilização da sepultura. O material estava num saco plástico e seria depositado em um ossuário.
Os adolescentes foram encontrados porque, segundo o investigador Alberto Damasceno, funcionários do cemitério municipal conheciam o grupo, que frequentava o local para consumir drogas entre os mausoléus. Para ele, o excesso de tempo ocioso dos jovens na cidade foi o motivo da brincadeira macabra, que ele classificou como "atrocidade".
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