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HGC: Pacientes reclamam de superlotação e demora no atendimento no setor de ortopedia

28 de Junho de 2017 - Adriana Planzo

“Algumas pessoas chegam a esperar cerca de quatro meses por uma cirurgia”, diz paciente

Quem depende da saúde pública, vive em constante estado de calamidade. Revoltados com o descaso, com a condição de superlotação e com a demora para a realização dos procedimentos, principalmente os cirúrgicos, pacientes que estão internados no setor de ortopedia do Hospital Geral de Camaçari denunciaram, na manhã desta quarta-feira (28), a situação ao Portal Bahia no Ar. Através de imagens, registradas dentro da unidade, eles informaram que algumas pessoas chegam a esperar cerca de quatro meses por uma cirurgia. A desculpa do responsável pelo setor, segundo eles, é sempre a mesma. É necessário aguardar a regulação!    “Eu nunca me vir em uma situação dessa. É uma situação de calamidade! Peço socorro as autoridades! Gente sofrendo demais. E não podemos, ao menos, sair para reclamar”, desabafou angustiado um dos pacientes que preferiu não se identificar. Acompanhando um tio que aguarda por uma cirurgia ortopédica, outra testemunha relata que a cerca de um mês está praticamente “morando" na unidade. “Sou de Mata de São João e há quase um mês estou aqui com meu tio aguardando para ele fazer uma cirurgia sem poder voltar pra casa. Todo dia é hoje, é amanhã, e a regulação nada de liberar”, reclama a acompanhante indignada. Ainda de acordo com ela outro paciente, de 105 anos, também aguarda por cirurgia na mesma enfermaria, mas continua na unidade sem nenhuma satisfação. Através de nota, enviada para o Portal Bahia no Ar, a Secretaria de Saúde do Estado (SESAB), informou que Hospital Geral de Camaçari é uma unidade "porta aberta", isto significa que atende a todos que a procuram sem necessidade de ser regulado. Este é um dos motivos que a unidade está com muitos pacientes. Quanto à questão da demora para a realização de cirurgias, a Sesab salientou que isto depende muito de cada caso. Têm pacientes que tem outros problemas de saúde, às vezes são diabéticos e precisam estabilizar as condições de saúde para poder passar pelo tratamento cirúrgico. Às vezes também a cirurgia precisa ser realizada em outra unidade.

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