Datafolha aponta que 63% dos brasileiros que apostaram na Copa não tiveram lucro
11 de Agosto de 2026 - Redação Pernambués agora
Foto: Arquivo/Agência Brasil
A maioria dos brasileiros que realizou apostas esportivas durante a Copa do Mundo não conseguiu obter lucro, segundo uma pesquisa do Datafolha. Entre os entrevistados que apostaram no torneio, 63% afirmaram que não ganharam dinheiro.
Dentro desse grupo, 48% declararam ter perdido parte dos valores investidos, enquanto 15% disseram que terminaram as apostas sem lucro ou prejuízo. Outros 37% afirmaram ter ganhado mais dinheiro do que perderam durante a competição.
O levantamento mostra ainda que 6% dos brasileiros com 18 anos ou mais fizeram apostas em partidas da Copa. A pergunta foi direcionada especificamente às apostas esportivas e não considerou outras modalidades, como cassinos virtuais ou jogos de caça-níqueis disponíveis na internet.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios nos dias 22 e 23 de julho, logo após a final da competição. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Casas de apostas ampliaram presença na competição
As empresas do setor ocuparam espaço de destaque entre os anunciantes e patrocinadores do torneio. A Betano, que possui uma das maiores bases de consumidores do país, adquiriu placas publicitárias instaladas ao redor dos gramados.
O valor do acordo não foi divulgado. A Kaizen Gaming, controladora da plataforma, tornou-se a primeira empresa de apostas a fechar um contrato de patrocínio com a Fifa, ainda em 2022.
Durante as transmissões realizadas por CazéTV, Globo, SBT e Nsports, empresas como BetNacional, Bet365, KTO, Esportes da Sorte e BetMGM exibiram propagandas nos intervalos e nas pausas para hidratação.
A edição disputada nos Estados Unidos contou com interrupções de três minutos aos 22 minutos de cada tempo, criando novos espaços para a exposição publicitária durante os jogos.
A adesão às apostas também apresentou diferença entre os gêneros. Entre os homens, 9% afirmaram ter apostado em partidas da competição. Já entre as mulheres, o índice foi de 3%.
Uma pesquisa anterior do Datafolha, realizada em maio, indicou que 7% dos adultos apostavam regularmente. Os resultados, no entanto, não podem ser comparados diretamente, pois o levantamento anterior considerava diferentes modalidades e utilizava outra formulação para a pergunta.
Dados do próprio setor indicam que uma parcela significativa da receita das plataformas vem dos jogos eletrônicos e cassinos virtuais, embora algumas empresas afirmem ter maior faturamento com os palpites esportivos.
Movimentação ficou abaixo da expectativa
A Copa do Mundo provocou um aumento no número de apostadores e no valor médio depositado nas plataformas. Apesar do crescimento, o desempenho ficou abaixo das projeções iniciais do mercado.
Entre os fatores apontados estão a eliminação precoce da Seleção Brasileira e o desgaste provocado pelo volume de propagandas de apostas exibidas durante as transmissões.
A pesquisa de julho também revelou uma redução no interesse dos brasileiros pelo futebol. Atualmente, 64% dizem acompanhar ou se interessar pelo esporte. Desse total, 28% possuem muito interesse e 35% afirmam ter algum interesse — a soma chega a 64% devido ao arredondamento dos percentuais.
Outros 36% declaram não ter interesse em futebol. Em 2023, 72% dos entrevistados demonstravam algum nível de interesse pelo esporte, enquanto 28% se declaravam desinteressados.
No intervalo entre os dois levantamentos, a parcela de brasileiros interessados em futebol caiu oito pontos percentuais. Já o grupo sem interesse aumentou de 28% para 36%.
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