Pernambués Curioso: Makota Valdina: você sabe quem foi essa educadora?
19 de Março de 2021 - Tamíris Almeida/ Futura e G1
A educadora morreu em março de 2019, após uma parada cardíaca, aos 65 anos
Makota sempre dizia: "É preciso ser sujeito dessa história e não objeto".
A educadora Valdina de Oliveira Pinto, mais conhecida como Makota Valdina, foi uma das principais ativistas contra o racismo e a intolerância religiosa no brasil. O nome “Makota” vem da função que exercia como conselheira da mãe de santo, no terreiro de candomblé Tanuri Junsara.
Professora da rede municipal de Salvador, fez parte do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, onde sempre defendeu a preservação das culturas de matriz africana.
Durante os mais de cinquenta anos de ensinamentos e atividades em prol da preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro, Makota Valdina recebeu diversas condecorações, como o Troféu Clementina de Jesus (UNEGRO), Troféu Ujaama, Medalha Maria Quitéria e Mestra Popular do Saber pela Fundação Gregório de Mattos.
Em 2013, Makota Valdina publicou o livro de memórias “Meu caminhar, Meu viver”. A educadora morreu em março de 2019, após uma parada cardíaca, aos 65 anos.
Valdina era conhecida como Makota devido ao cargo recebido no candomblé, no terreiro Angola Tanusi Junsara, localizado no Engenho Velho da Federação, bairro onde ela nasceu e desenvolveu ações educacionais. Desde a década de 1970, Valdina lutava contra a intolerância, principalmente a religiosa.
Ela sempre se posicionou na sociedade como militante e fez questão de impulsionar as mudanças na própria religião. Como ela dizia, "é preciso ser sujeito dessa história e não objeto".
Makota Valdina era natural de Salvador, professora aposentada da rede pública municipal, educadora, ativista política e membro do Conselho de Cultura da Bahia. Valdina Pinto ocupou o cargo de Makota, assessora da Nengwa Nkisi, Mãe de Santo do Tanuri Junsara, Terreiro de Candomblé Angola, em Salvador.
O mês escolhido para o lançamento do livro simbolizou a morte de Zumbi dos Palmares, representante da resistência negra à escravidão no Brasil. Na ocasião, Makota disse esperar que o livro motivasse as pessoas a registrar suas histórias, principalmente os negros. "A história de vida de cada negro é parte de uma história coletiva que ainda está por ser verdadeiramente conhecida por muitos", escreveu na obra.
Foto reprodução Internet
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