Taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência é quatro vezes superior à média nacional
28 de Maio de 2025 - Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Os dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE revelam que a taxa de analfabetismo entre indivíduos com deficiência é quatro vezes maior que a da população geral, considerando pessoas com 15 anos ou mais. Enquanto 21,3% das pessoas com deficiência são analfabetas, o índice entre aqueles sem deficiência é de apenas 5,2%.
Em termos absolutos, isso representa cerca de 2,9 milhões de pessoas com deficiência — de um total de 13,6 milhões — que não sabem ler nem escrever. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.
No levantamento, considera-se como pessoa com deficiência aquela que possui dificuldade severa ou incapacidade para enxergar, ouvir, andar ou manipular objetos pequenos. Também entram na estatística aqueles com limitações cognitivas que dificultam a comunicação, os cuidados pessoais, o trabalho e o estudo.
Além do analfabetismo, o censo mostra um quadro preocupante na escolarização: 63,1% das pessoas com deficiência acima de 25 anos não completaram o ensino fundamental ou sequer têm instrução formal, quase o dobro da taxa (32,3%) encontrada em pessoas sem deficiência.
Em 2022, somente 7,4% das pessoas com deficiência nessa faixa etária concluíram o ensino superior. Na população sem deficiência, essa taxa é quase três vezes maior (19,5%). O ensino médio e fundamental também apresentam índices menores para pessoas com deficiência, refletindo barreiras significativas no acesso e permanência na educação.
Autismo
O estudo ainda destaca a situação das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Entre aqueles com 25 anos ou mais, 46,1% não possuem instrução ou não completaram o ensino fundamental, percentual superior aos 35,2% da população geral.
Segundo o pesquisador do IBGE Raphael Fernandes, “quase metade das pessoas com TEA está nessa condição, um número muito maior do que na população em geral.”
Ainda assim, o percentual de autistas com ensino superior completo (15,7%) é próximo ao da população geral (18,4%). A escolarização entre os mais jovens com TEA apresenta números mistos: embora crianças e adolescentes de 6 a 14 anos tenham taxas inferiores às da população geral, jovens de 18 a 24 anos com TEA superam ligeiramente seus pares sem a condição.
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