Suíca e Lorena Brandão debatem sobre preconceito à comunidade LGBT e Estatuto da igualdade Racial
30 de Janeiro de 2020 - Redação Pernambués agora
Os vereadores de Salvador Lorena Brandão (PSC), e Suíca (PT) bateram boca, em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (30), sobre duas leis aprovadas na Câmara de Salvador
Uma delas, a Lei 9.498/2019, pune estabelecimentos que agirem de forma discriminatória por conta da orientação sexual e a outra, a Lei 9451/2019, institui o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.
O debate começou quando Lorena falou sobre a identidade de gênero, que considera uma “ideologia diabólica” implantada pelo PT, partido de Suíca. “O PT vem com umas ideias assim muito sabotadoras da humanidade, entende? Entendemos que tem muita retórica por trás. São 30 anos de doutrinação acadêmica, de coisas dessa estirpe que não tem fundamentação biológica”, acusou.
“É porque Lorena é preconceituosa”, interrompeu Suíca. A vereadora do PSC rebateu: “Ao contrário. No Estatuto da Igualdade Racial, eles não deixaram botar nenhuma emenda. Os negros evangélicos têm algum direito? Eu sou preconceituosa, pelo amor de Deus? Eu sou uma defensora das famílias, das crianças e das igrejas”.
Segundo o petista, Lorena queria colocar para votação na Câmara uma emenda no Estatuto para proteger a religião evangélica, que ele já considera “superprotegida”. No entanto, ela contesta e comparou com a proteção aos LGBTs. “Protegida por quem? Somos minoria. Em nome dessa proteção (aos LGBTs), você fere direito constitucional de outras pessoas”, disse a vereadora.
Ela citou o caso em que duas mulheres acusaram o restaurante Barravento de homofobia, depois que elas estariam trocando “carícias” e foram abordadas pelo gerente. “Começaram a fazer carícias públicas no ambiente do restaurante. Ali estava pai de família e chamou gerente. Se fosse um casal hétero acredito que opção seria a mesma”, disse a vereadora. Para ela, o casal queria “levar dinheiro” do estabelecimento para ser convertido em propaganda LGBT.
Suíca afirma que o casal teria sido agredido, mas Lorena defendeu o restaurante e negou a suposta agressão. A vereadora conta que representantes do estabelecimento foram ao seu gabinete questionar o ocorrido. “Elas chamaram a polícia porque a lei garante uma multa de 10 a 100 mil reais convertidas em propaganda LGBT a estabelecimentos que se portarem com preconceito. Isso é preconceito? Um pedido educado? ”, concluiu Lorena.
Já o vereador do PT negou a acusação da colega de que os negros evangélicos não teriam sido beneficiados no Estatuto. “O preconceito impera nessa cidade, mais negra fora da África. A gente consegue hoje, com ódio que está estabelecido, encontrar os racistas. Quando coloca o Estatuto, para políticas públicas, é para todos os negros, não tem que seja só de matriz africana ou evangélico. Até porque os negros que estão na religião evangélica sofrem racismo sem perceber. Para eles, está tudo certo”, alegou Suíca.
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