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“Passageiros cadeirantes merecem mais segurança e respeito”, diz Gilvan Souza

25 de Abril de 2013 - Piatã

Dois passageiros cadeirantes aguardavam o momento de deixar a aeronave quando foram informados que não seria possível adotar os procedimentos obrigatórios, pois a plataforma utilizada para este fim se encontrava em manutenção. Eles tiveram que ser carregados.

Passageiros cadeirantes merecem mais segurança e respeito no embarque e desembarque das aeronaves em Salvador

No início da madrugada da última segunda-feira (22), após um atraso de mais de uma hora no voo 3258 da Avianca, saindo de São Paulo, capital, com destino a Salvador, dois passageiros baianos vivenciaram uma situação de risco, constrangimento e absoluto desrespeito ao pousarem no Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, na capital baiana.

Jaílson Ferreira e Elton Brito são cadeirantes e membros dirigentes da União dos Deficientes de Camaçari (Udec). Eles estavam retornando de São Paulo na companhia do vereador Gilvan Souza (Camaçari-PT), cujo mandato é voltado para as questões envolvendo inclusão e acessibilidade, e aguardavam o momento de deixar a aeronave quando foram informados pela empresa de que não seria possível adotar os procedimentos obrigatórios no seu desembarque, pois a plataforma utilizada para este fim se encontrava em manutenção. Os dois rapazes e suas respectivas cadeiras foram, então, carregados nos braços de funcionários até o solo, pela escada de passageiros, sem a mínima segurança e nem mesmo o acompanhamento do responsável pela autorização de tão arriscada empreitada. O vereador, indignado, tentou frear a situação, mas não conseguiu entrar em contato com nenhuma autoridade competente àquela hora.

“Será que houve uma flagrante falta de comunicação entre as bases da Avianca de SP e SSA, ao “se esquecerem” de combinar que estavam conduzindo deficientes físicos de um estado para outro, ou será que não havia – e talvez nem haja – uma plataforma de embarque/desembarque funcionando num aeroporto de categoria internacional, como é o de Salvador?”, questionou Gilvan Souza

Por uma ironia do destino, os três personagens desta história da vida real retornavam de uma feira internacional realizada em SP, sobre inovações tecnológicas, acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, onde viram e ouviram sobre o que há de mais atual em qualidade de vida para pessoas com deficiência. As cenas deste lamentável episódio foram testemunhadas por quantos se encontravam no local e as imagens devidamente registradas pelas lentes de quem não se conforma com tamanho descaso e descumprimento da lei. As informações são da assessoria do vereador.

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