Brasileiras fazem uma cirurgia de aumento de mama a cada 5 minutos
08 de Novembro de 2011 - PiatãA lei da gravidade é implacável também com os seios femininos, e uma hora eles caem. Muitas mulheres recorrem às próteses de mama, que exigem alguns cuidados na anestesia, na cirurgia e no pós-operatório.
Segundo o cirurgião plástico Élvio Garcia, o silicone não serve só para aumentar a mama, mas também para modificar a forma e corrigir eventuais irregularidades, como assimetrias (que atingem 30% das mulheres).
Aos 18, 19 anos, os seios param de crescer. Se eles caírem, existe cirurgia, que não precisa incluir silicone.
As próteses de mama foram criadas nos anos 1960 por um cirurgião inglês e, na época, eram mais duras e redondas, feitas de silicone líquido e material sintético. Até o início dos anos 2000, os modelos mais vendidos não chegavam a 200 ml. Hoje, os mais pedidos e usados são os de perfil alto e 300 ml. E há também os implantes ajustáveis.
O maior problema, em geral, é uma rejeição do organismo da mulher. Por isso, a cirurgia precisa ser feita com um profissional qualificado.
A grande oferta tem ajudado a baixar o preço médio dos implantes, que hoje já podem ser pagos em até 12 parcelas e saem em torno de R$ 1.400, correspondendo a cerca de um terço do valor da cirurgia (R$ 4.200).
Os seios são basicamente formados de músculos, tecido mamário e gordura no meio. Uma mama pequena pesa cerca de 200 g, uma média 300 g e, a partir de 400 g, ela é considerada grande, de acordo com o ginecologista José Bento.
Cuidados no pós-operatório
Pode haver dor nos primeiros dias, ainda mais com movimentação dos membros superiores, o que é controlado com analgésicos. É recomendado um sutiã de maior contenção das mamas.
Fazer ginástica só é permitido a partir de um mês, com consentimento médico. Membros superiores não devem ser trabalhados. Com o aumento abrupto das mamas, as estrias pré-existentes podem se tornar mais salientes.
SUS
Segundo o Ministério da Saúde, em 2010 foram realizadas 1.704 cirurgias de plástica mamária pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que representa mais que o dobro do total de 2007 (786). O governo investe cerca de R$ 1,5 milhão por ano para o custeio desse tipo de atendimento.
A cirurgia é indicada para os seguintes casos:
- Reconstrução da mama após diagnóstico de câncer (pós-mastectomia com implante de prótese)
- Filarioses (doença parasitária em que um dos tipos é conhecido como elefantíase ou filariose linfática)
- Lipodistrofia na região da mama (distribuição anormal da gordura corporal)
- Hipertrofia (aumento) da mama
- Ausência congênita dos seios
- Outras malformações congênitas da mama
- Queimadura de terceiro grau e/ou sequelas de queimaduras
Vale lembrar que essa é uma cirurgia indicada não apenas às mulheres – os homens também podem fazer plástica mamária pelo SUS em casos de lipodistrofia e hipertrofia. A lipodistrofia atende, ainda, pacientes com HIV, pois o uso de antirretrovirais pode resultar no problema. As informações são do Bem-Estar.
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