Saúde

Suplemento de cálcio dobra risco de sofrer infarto

24 de Maio de 2012 - Piatã

Aumentar a ingestão diária de cálcio por meio da dieta não traz benefícios cardiovasculares significativos.

Quem toma suplementos de cálcio pode ter risco maior de ter um infarto, segundo um estudo publicado no "British Medical Journal".

Em geral, os suplementos são recomendados a idosos e mulheres na pós-menopausa, que têm desgaste ósseo.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após analisar os dados de mais de 23 mil homens e mulheres da Alemanha. Eles tinham de 35 a 64 anos e foram avaliados periodicamente por 11 anos.

Análises anteriores já chegaram a indicar o contrário, que o suplemento poderia ter um efeito protetor contra doenças vasculares.

No entanto, pesquisas recentes mostraram que o suplemento pode elevar o risco de ataque cardíaco por acelerar o processo de endurecimento dos vasos sanguíneos.

Segundo o novo estudo do "BMJ", aumentar a ingestão diária de cálcio por meio da dieta não traz benefícios cardiovasculares significativos.

Mas quem toma suplementos de cálcio regularmente, além de outros minerais e vitaminas, tem 86% mais chance de ter um infarto do que aqueles que não tomam qualquer suplemento.

Para quem ingere apenas os suplementos de cálcio, esse risco é duas vezes maior.

Foto: Divulgação.

O cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração Daniel Magnoni afirma, porém, que é preciso ter cautela ao interpretar o estudo.

"Não podemos crucificar a reposição de cálcio porque sabemos que a osteoporose é causa de quedas, fraturas e mortalidade, e a suplementação ajuda a reduzi-las."

Ele diz que o estudo não deve mudar a prática médica, mas, em caso de pessoas com histórico de doenças cardíacas, é preciso ligar um sinal de alerta.

Já Rosa Maria Rodrigues Pereira, responsável pelo ambulatório do osteoporose do serviço de reumatologia do Hospital das Clínicas da USP, afirma que os estudos até agora não são conclusivos.

"Mas, como há dúvidas, preferimos indicar a suplementação de cálcio pela dieta, principalmente para quem tem histórico de doenças cardiovasculares."

Pereira lembra que o tratamento deve ser individualizado para que os médicos pesem riscos e benefícios. As informações são da Folha.

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