Suplementos alimentares podem provocar câncer
25 de Janeiro de 2012 - PiatãSuplementos alimentares com doses muito elevadas de compostos que ajudam a prevenir o câncer e estão presentes na dieta mediterrânea podem ter o efeito contrário e causar a doença
Alguns suplementos alimentares com doses muito elevadas de compostos que ajudam a prevenir o câncer e estão presentes na dieta mediterrânea podem ter o efeito contrário e causar a doença, apontou um estudo divulgado recentemente em Portugal.
A pesquisadora da Unidade de Química e Física Molecular da Universidade de Coimbra, Paula Marques, explicou nesta terça-feira à Agência Efe que o estudo coordenado por ela foi feito em colaboração com o laboratório britânico Rutherford Appleton e o Instituto Português de Oncologia.
O trabalho analisou de forma individualizada o efeito dos compostos presentes em alimentos próprios da dieta mediterrânea na prevenção do câncer de pele e de mama.
Antioxidantes e fitoquímicos como o ácido caféico e os flavonoides, entre outros, se revelaram úteis para prevenir o câncer de pele e de mama, conforme foi observado na pesquisa.
A novidade é que o efeito positivo depende de que esses alimentos sejam consumidos nas doses adequadas, já que a partir de certo ponto podem ser nocivos e provocar o surgimento da doença.
"Em uma dieta normal nunca corremos risco, já que esses compostos não estão presentes nos alimentos em quantidades muito altas", explicou.
Mas, de acordo com Paula, "o problema pode aparecer em suplementos e aditivos alimentares, onde a concentração dessas substâncias pode ser muito alta", indicou.
A pesquisadora portuguesa informou que esses suplementos só devem ser tomados em momentos pontuais, "e não por períodos de tempo muito prolongados".
A descoberta fez Paula pedir às autoridades de saúde que obriguem as empresas a colocarem no rótulo desses aditivos os nomes dos compostos contidos e as quantidades, o que atualmente não é feito.
"Existem suplementos que são vendidos em supermercados, como os de extrato de alho e gengibre, que podem apresentar concentrações muito altas desses antioxidantes", disse Paula.
"Esses aditivos deveriam indicar claramente sua composição para que as pessoas e os médicos tivessem acesso a essa informação, assim como ocorre com os demais alimentos ou remédios", ressaltou.
O seguinte passo dos autores desse estudo será começar com o teste em animais para tentar "determinar quais são as doses mais corretas".
No entanto, a pesquisadora alertou que, por enquanto, "não há financiamento" devido às dificuldades econômicas e os cortes aplicados às pesquisas.
Comentários
Outras Notícias
Terceirizados da Creta na Uesb recebem seus benefícios atrasados após intervenção de sindicato
19 de Agosto de 2026Profissionais voltam a trabalhar na Uesb após paralisação, mas ainda tem grupo sem receber salário | FOTO: Divulgação |
Centrais sindicais unem forças em defesa de pautas trabalhistas e destacam luta de Suíca pela aprovação do PL dos garis e margaridas
19 de Agosto de 2026Foto: Divulgação
Blogueirinha volta à TV com programa semanal e ao vivo no Multishow
19 de Agosto de 2026Foto: Reprodução/Instagram @blogueirinha
Do reality às urnas: veja quais ex-BBBs disputam as eleições de 2026
19 de Agosto de 2026Foto: Reprodução/TV Globo
Anvisa autoriza primeiro medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil
19 de Agosto de 2026Foto: Reprodução
Brasil alcança menor número de casos de malária desde 1978
19 de Agosto de 2026Foto: Reprodução
Vídeos
Vídeo: Bolsonaro dá chilique em entrevista após TSE decretar sua inelegibilidade por 8 anos
30 de Junho de 2023
Motociclista entra em contramão e bate de frente com outra moto no interior da Bahia; veja o...
28 de Fevereiro de 2023