Veja vídeo: Saiba os riscos de não tomar segunda dose da vacina contra Covid-19
28 de Junho de 2021 - Agência Brasil
Especialistas explicam a necessidade de tomar as duas doses. Caso exista atraso, a orientação é tomar o quanto antes
No auge da pandemia no país, cerca de 1,5 milhão de brasileiros não tomaram a segunda dose da vacina contra Covid-19. Mesmo com os alertas da importância de tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19, e assim garantir a imunização, muita gente não voltou para receber o reforço.
Em Salvador, são mais de 22 mil pessoas que não completaram o ciclo. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, esse quantitativo acende um alerta para os riscos que isso representa para a população.
Desde que começou a vacinação contra a COVID-19 no Brasil, duas vacinas são aplicadas na população: a CoronaVac, da farmacêutica Sinovac e do Instituto Butantan; e a Covishield, da farmacêutica AstraZeneca e da Universidade de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ambas demandam duas doses do imunizante para a proteção eficaz contra o coronavírus.
No caso da CoronaVac, estudos clínicos apontaram melhor taxa de eficácia quando a segunda dose é aplicada em um intervalo de 21 a 28 dias. Agora, a vacina Covishield deve ter a segunda dose aplicada em intervalo maior, de três meses.
Os órgãos de saúde reforçam que mesmo que o paciente tenha tido uma reação adversa pós-vacina, não deve deixar de tomar a segunda dose, já que a imunização só será efetiva ao completar o ciclo vacinal. Não completar esse ciclo da vacinação contra Covid-19 compromete a eficácia da resposta do organismo ao imunizante e também aumenta os riscos da doença.
Cabe lembrar que apesar da primeira dose já garantir um pouco de proteção, essa taxa não está dentro dos parâmetros estabelecidos pelos especialistas e pelas instituições sanitárias, como a Organização Mundial da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o próprio Ministério da Saúde.
Essa proteção pode gerar uma falsa sensação de imunidade e, consequentemente, o descuido dos protocolos de segurança por parte da população que tomou a primeira dose, se expondo assim ao vírus.
É importante reforçar que mesmo quem já recebeu as duas doses da vacina também deve continuar seguindo os protocolos sanitários. As medidas de higiene e distanciamento são necessárias até que a maior parte da população tenha recebido as duas doses da vacina, produza anticorpos e se torne imune à doença.
Enquanto esse estágio não for alcançado, não haverá a garantia de que as pessoas vacinadas não possam continuar transmitindo o vírus e se infectando, mesmo que em menor escala e com quadros menos graves da doença. Portanto é necessário que continue usando máscara, mantenha a higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool, de preferência em gel a 70%, evite aglomerações e pratique o distanciamento social.
Segunda dose em atraso: o que fazer?
Para as pessoas que estão com a segunda dose da vacina em atraso, o Ministério da Saúde recomenda que procurem o mais rápido possível, o posto de vacinação mais próximo de casa para completar o ciclo de vacinação.
O órgão orienta as pessoas a apresentarem a carteira de vacinação da Covid-19, que aponta qual o tipo de imunizante foi recebido na primeira dose; se a vacina do Instituto Butantan (Coronavac), ou da AstraZeneca (AZD1222). Isso é importante porque as doses não devem ser misturadas, ou seja, se a aplicação da primeira dose no individuo foi o imunizante da Coronavac, a segunda deve ser do mesmo fabricante.
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=OLYxNhk0CEg
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