Com transmissão no mesmo patamar do início da pandemia, mortes devem aumentar, diz Vilas-Boas
30 de Novembro de 2020 - Redação Pernambués agora
O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, projetou nesta segunda-feira (30) que, nas próximas semanas, a Bahia deva registrar um aumento na taxa de letalidade nos casos de coronavírus em meio à nova tendência de avanço da doença
Em entrevista ao programa Bahia Meio dia, da TV Bahia, o secretário afirmou que, atualmente, o nível de disseminação da doença é semelhante ao verificado no início da pandemia, em março.
“Não é uma doença que mata nos primeiros dias. É uma doença que, quando mata, demora na maioria das vezes um mês. A pessoa fica internada em UTI. Então, é possível que, ao longo das próximas semanas, vamos começar a ver um aumento da taxa de letalidade”, declarou.
Boletim do último sábado (28), por exemplo, mostrou um cenário preocupante. Naquele dia, o estado contabilizou 4.204 pessoas infectadas por Covid-19. O número representa mais do que o dobro de notificações do dia anterior (1.919 casos).
Para Vilas-Boas, a elevação nos indicadores já era esperada sobretudo diante dos eventos políticos-partidários. “Aconteceu em São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro. Aqui, na Bahia, já temos uma semana, indo para duas, de aumento sucessivos do número de casos ativos, casos notificados e número de testagens no Laboratório Central, e de notificações por parte dos municípios”, disse.
Leitos pressionados
Na entrevista, o secretário também fez um panorama da atual situação dos leitos de UTI nos hospitais públicos. Segundo ele, em Barreiras, que registrava taxa de ocupação de 45% na semana passada, agora 72%. No município do oeste baiano, há hoje 279 pessoas em isolamento após receber diagnóstico de Covid-19 e 155 aguardam resultado de testes laboratoriais. Desde início da pandemia, 99 pessoas morreram no município.
Ele afirmou que o sistema de saúde hoje está mais pressionado do que já esteve no começo do ano. “Estamos vendo agora, e é uma coisa que esta acontecendo no Brasil, uma coexistência das doenças tradicionais, acidentes de carro, de moto, infarto, AVC, cirurgias que vinham acontecendo eletivas com necessidade de UTI e demanda do Covid. Então, o sistema está duplamente pressionado, pela volta à quase normalidade que algumas pessoas estão encarando, e a Covid voltando a recrudescer”, disse Vilas-Boas ao Bahia Meio Dia.
Durante o programa jornalístico, o secretário disse ainda que o governo do Estado deverá autorizar a reabertura de leitos que haviam sido desmobilizados.
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