Com saída de cubanos, 10 cidades na BA ficarão sem nenhum médico na assistência básica, aponta Sesab
17 de Novembro de 2018 - G1 e Varela
Com a saída dos cubanos do programa Mais Médicos, dez municípios baianos ficaram sem médico para atendimento na assistência básica.
Com menos de 40 mil habitantes, Apuarema, Central, Correntina, Itagibá, Lafaiete Coutinho, Lajedão, Nova Itarana, Nova Soure, Palmeiras e Pedro Alexandre são os municípios mas penalizados com a decisão do governo cubano em romper o acordo com o Brasil. Nos dez municípios trabalham 42 cubanos.
O Ministério da Saúde de Cuba decidiu que os profissionais daquele país deveriam deixar o ‘Mais Médicos’ após algumas exigências do presidente eleito Jair Bolsonaro, como submetê-los ao Revalida – o exame de revalidação do diploma no Brasil – e exigir que os médicos recebam integralmente os salários. Segundo acordo assinado há cinco anos, 75% do salário do profissional é retido pelo governo cubano.
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro (PSD), afirmou que 100 prefeitos baianos vão a Brasília para tentar encontrar uma solução para o problema.
“Recebemos a notícia com muita preocupação. Esses médicos atuam, muitas vezes, em lugares que médicos brasileiros não aceitam ir, na zona rural, comunidades distantes, quilombolas e indígenas. É lamentável para a população ter que voltar a sofrer com a falta de atendimento na saúde básica. O efeito será desastroso para estratégia de Saúde da Família nos municípios”, reclamou o gestor que é prefeito de Bom Jesus da Lapa e vice-presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O governo do Estado estima que três milhões de baianos fiquem sem assistência. São 846 cubanos que deixam o Mais Médicos. Eles atendiam em 317 municípios no Estado.
Em nota enviada ao site Varela a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia afirma que fará reuniões para tentar achar solução para o problema. “A SESAB em conjunto com os gestores municipais ainda está avaliando as consequências da retirada abrupta dos médicos cubanos, cujo cronograma divulgado inicialmente vai até o final de dezembro. Faremos reuniões com o Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e a União dos Municípios da Bahia (UPB), bem como o Ministério da Saúde”.
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