Política

Policiais Civis não nomeados na Bahia denunciam governo

02 de Abril de 2015 - Piatã

Grupo se manifesta regularmente em frente a Governadoria

Completados seis anos de luta, o grupo de policiais civis formados e não nomeados desde abril de 2009, disponibilizada nesta quinta-feira (02), nota para a imprensa sobre a situação que o governo do estado os colocou, e indireta, segundo o grupo 'Nomeação Já', "penalizou a população baiana".

São cerca de 1.054 (mil e cinquenta e quatro) concursados entre investigadores e escrivães, que começariam a ser convocados a partir do segundo semestre de 2007 para submeterem ao curso de formação, finalizando a formatura em 28 de abril de 2009.

Quando o ex-governador Jaques Wagner, mesmo após ter gasto mais de R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais), com a formação dos mesmos, pela ACADEPOL, em abril de 2009, não os nomeou.

Com essa situação, os agentes acionaram o Ministério Público (MP), que entrou com uma Ação Civil Pública. A decisão saiu em 2012, proferida pela então Juíza 7ª Vara da Fazenda de Salvador, Lisbete Maria Teixeira Almeida Cézar Santos, e determinava que o Estado da Bahia convocasse os 398 candidatos aprovados no concurso. No entanto, a nomeação não aconteceu e o Governo recorreu da decisão, que está em grau de recurso até os dias atuais.

Em nota à imprensa, um dos representantes do grupo, o estudante de direito, Adson Gomes, diz que "cumpre-nos ainda informar a situação grave da segurança pública neste Estado, onde os índices de criminalidade vêm crescendo assustadoramente ano após ano. Informamos também, acreditando que todos vocês não tenha conhecimento do fato, que as cidade está entregue, não há mais policiais militares em módulos, o que deixa a população ainda mais vulnerável, e falta policiais civis nas delegacias da capital e principalmente no interior", relata.

Adson relata que é grave a situação das delegacias de polícia na Bahia, sobretudo o número insuficiente de policiais, e que falta "boa vontade política" do governo.

O Professor Carlos Costa Gomes,do observatório de segurança pública do estado, para dar um exemplo, fala da falta de punição, mas, como punir, sem investigar? Como investigar sem pessoal? Segundo o professor "há semanas que os índices de criminalidade vêm numa crescente desenfreada", alerta.

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