Suíca reflete sobre como a centralização do poder é prejudicial para democracia
03 de Outubro de 2025 - Redação Pernambués agora
Artigo: O fascismo é um jogo sujo contra a quebrada
Em artigo intitulado “O fascismo é um jogo sujo contra a quebrada’, o pré-candidato a deputado e ex-vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), avalia como a centralização do poder é prejudicial para a população, sobretudo, de baixa renda e que vive nas comunidades periféricas. Suíca, que tem forte atuação nos segmentos sociais e no movimento negro, reflete que o fascismo vai na contramão da democracia.
Artigo: O fascismo é um jogo sujo contra a quebrada
Na vida, como no futebol, a gente já entra em campo com juiz comprado, grama ruim e bola murcha. Quem é da periferia sabe: a partida nunca começa justa. A gente corre dobrado, marca no sufoco, dribla a fome, a falta de emprego e o preconceito.
E é nesse campo pesado que o fascismo tenta entrar. Ele chega vestido de “lei e ordem”, falando de “time forte”, prometendo vitória fácil. Mas, na real, o fascismo é aquele time que joga só com os ricaços, com os donos do estádio. Ele fecha as portas da arquibancada, escolhe quem pode torcer e expulsa quem não se encaixa no padrão deles.
Na quebrada, a gente sente na pele: quando cortam direitos, quando a polícia desce batendo sem perguntar, quando chamam trabalhador de vagabundo, quando escola e hospital não chegam aqui. O fascismo pega essa nossa revolta e tenta enganar: diz que o problema é o vizinho, o imigrante, o preto, o pobre. Quer colocar a gente pra brigar entre nós mesmos, enquanto eles, lá de cima, fazem gol de mão e saem comemorando.
Mas nós sabemos que jogo sujo se enfrenta com união. O fascismo é perigoso porque quer calar nossa voz, tirar nosso direito de jogar, acabar com a nossa torcida organizada: família, comunidade, movimento, favela. Se a gente cair nessa armadilha, perde todo mundo.
Por isso, a quebrada tem que estar atenta. Não podemos deixar que o juiz ladrão dite o jogo. Nossa arma é consciência, é falar alto, é denunciar a mentira. É jogar no coletivo, no passe curto, na ginga da periferia que nunca desiste.
Fascismo é cartão vermelho contra o povo. E nós, da quebrada, sabemos: sem nós, não tem jogo, não tem torcida, não tem vitória.
Sobre o autor:
Pré-candidato a deputado em 2026, Luiz Carlos Suíca é graduado em História pela Universidade Católica da Bahia (Ucsal). Foi vereador de Salvador por três mandatos pelo Partido dos Trabalhadores (PT), no qual está filiado há 33 anos. Ativista da causa social e racial, também é diretor do Sindlimp (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Limpeza Urbana e Terceirizada da Bahia). Em seu perfil no Instagram (@suica13), onde acumula 508 mil seguidores, Suíca faz uma abordagem sobre pautas relacionadas à dinâmica da sociedade.
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