AL-BA: “Política Estadual de Redução de Agrotóxico é urgente para proteger saúde das pessoas”, diz deputado
03 de Setembro de 2019 - Mara Silvany
Brasil é o maior importador e contrabandeador desses produtos
Durante sessão na Assembleia Legislativa da Bahia, desta terça-feira (03), foi comentado, sobre a luta da política pela regulamentação dos agrotóxicos no estado, em meio à conselhos e estudos de cientista.
O deputado estadual e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa, Marcelino Galo, é um dos parlamentares que é contra ao uso do veneno.
Dos 50 agrotóxicos mais utilizados nas lavouras de nosso país, 22 são proibidos na União Europeia. Os europeus não topam comer isso, mas aceitam nos vender. Outras dezenas destes produtos não estão proibidos ainda, embora já se tenha inúmeros estudos que associam o seu uso às doenças, malformações e mutações genéticas.
O Brasil é o campeão mundial em consumo de agrotóxicos, maior importador e contrabandeado desses produtos.
“Podemos constatar historicamente que a indústria química avança em tempo de guerra. Todavia, ela precisa vender em tempos de paz as substâncias que descobriu na guerra. O DDT era usado para “proteger” os soldados contra piolhos e o tifo. Na guerra descobriram o Aldrin, Dieldrin, Heptacloro, Totaneno e outros organoclorados, como o DDT. Na paz, esses produtos iam para os pratos”, disse.
Marcelino relembra que já propôs na casa uma iniciativa com objetivo de reduzir o consumo de agrotóxicos pelas famílias baianas com o Projeto de Lei 23.407/2019, que institui a Política Estadual de Redução de Agrotóxicos – PEARA.
O projeto propõe a realização de monitoramento, avaliação, controle e fiscalização de resíduos de agrotóxicos nos alimentos que são distribuídos, além de incentivar a adoção de medidas econômicas, financeiras e fiscais para estimular os sistemas de produção agroecológicos e orgânicos de menor impacto ambiental e menor risco para a saúde.
“Reduzir agrotóxico deveria ser prioridade para os governos e legislaturas, mas não é o que temos visto. Só este ano Bolsonaro e sua equipe liberaram 290 agrotóxicos, que em breve estarão nas mesas das famílias. Uma política que combata e promova a redução de venenos é urgente para proteger a saúde das famílias”, disse o deputado.
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