“Somos mais de três décadas de luta histórica e do sonho da terra prometida”, diz Suíca em homenagem ao aniversário de 35 anos do MST
22 de Janeiro de 2019 - Redação Pernambués agora
Hoje, o movimento está presente em 24 estados e em assentamentos da reforma agrária que somam mais de 350 mil famílias
Em 21 de janeiro de 1984, o 1° Encontro Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em Cascavel (PR), reunia centenas de representantes de camponeses, sindicatos rurais e movimentos sociais do campo, com apoio da Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ao final do encontro, foi criado o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que em pouco tempo viria a se tornar uma das mais importantes organizações sociais do país, com reconhecimento internacional.
O encontro decidiu que o MST deveria lutar pela terra, pela reforma agrária e por mudanças sociais no país. O novo movimento absorveria a experiência histórica das Ligas Camponesas e do Movimento dos Agricultores Sem Terra (Master), que levantaram a bandeira da reforma agrária antes do golpe de 1964.
O vereador Luiz Carlos Suíca (PT) destacou, nesta segunda-feira (21/01), em suas redes sociais o aniversário de 35 anos da militância do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O edil sempre defende o direito de grupos que se organizam para lutar por conquistas e o direito dos trabalhadores, e com o MST não foi diferente.
Ao site Pernambués Agora o petista falou sobre a história do movimento e disse, “Defendo o direito de todos os grupos organizados se manifestarem”, disse.
Ainda conforme o edil, a posição do MST sempre foi decisiva para direcionar outros movimentos sociais e sindicais. Suíca volta a defender a união dos grupos de esquerda no país para apoiar o povo trabalhador. O vereador também ressaltou a importância da reforma agrária popular, da luta contra a opressão do agronegócio.
Nas redes sociais o edil publicou: “Somos trabalhadores rurais debaixo de sol conquistando um espaço, fazendo justiça nesse país tão desigual. Somos sustento das nossas famílias, sustento da terra ainda sem frutos e da ideologia dos justos. Somos a reforma agrária tão prometida e pouco respeitada. Somos mais de três décadas de luta histórica de quem se alimenta do sonho da terra prometida”.
Ainda dobre a história:
O MST participaria ativamente da luta pela redemocratização e pela conquista de direitos sociais. A entidade aliou sua plataforma à organização de acampamentos de camponeses nas rodovias, a exemplo do que havia ocorrido na Encruzilhada Natalino (RS), em 1980. Passou também a ocupar áreas vazias em latifúndios improdutivos e terras que passavam por processos de desapropriação. Essas táticas deram grande visibilidade ao movimento e à causa da reforma agrária.
Inicialmente mais forte na região Sul, o MST expandiu-se pelo país. Hoje, o movimento está presente em 24 estados e em assentamentos da reforma agrária que somam mais de 350 mil famílias.
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