Professores contestam ato da APLB contra o Impeachment
13 de Abril de 2016 - Diogenes Matos"A APLB Sindicato hoje não representa a grande maioria os professores do Estado", comentou a professora Urania Vianna.
Grupos de professores da rede estadual de ensino contestam divulgação contraditória da APLB - Sindicato (representante dos professores) sobre evento realizado nesta quarta (13) e quinta-feira (14). A polêmica surgiu quando duas divulgações informando objetivos diferentes para o mesmo evento chegaram a ser publicadas no site do órgão e divulgadas nos principais veículos de comunicação da Bahia.
A professora da rede estadual, Claudia Pires Andrade, se mostrou indignada com a APLB por divulgar um evento direcionado a uma luta trabalhista, que é o Projeto de Lei Complementar (PLC 257), que, segundo a categoria, prevê a retirada direitos dos trabalhadores públicos municipais, estaduais e federais, "por isso foi programada essa paralisação do trabalho hoje e amanhã e não uma mobilização contra o Impeachment", afirmou.
Em uma publicação no site do órgão, diz que "em Salvador, haverá uma aula pública sobre o assunto (PLC 257) , nesta quarta-feira, 13, às 16 horas, no Colégio Central; e um ato público na quinta-feira, 14, a partir das 9 horas, na Praça da Piedade. A APLB-Sindicato convoca a categoria para paralisar as atividades nesta quarta e quinta-feira, e participar das ações agendadas pelo sindicato".
Em outra publicação, no mesmo site, com maior destaque, há a afirmação de que "a Frente Brasil Popular encaminhou às seções Estaduais o calendário de mobilizações contra o impeachment..., ...Dia 13 de abril – Aula pública sobre Democracia, às 16h, no auditório do Colégio Central, em Nazaré, Salvador-Bahia".
Diversos professores se manifestaram no Portal Bahia no Ar contra o posicionamento político da APLB e a divulgação dúbia para um mesmo evento da categoria.
"Estamos parados para protestar contra o projeto de lei 257/2016 que, esse sim, é duro golpe no coração do servidor público. A APLB Sindicato hoje não representa a grande maioria os professores do Estado", comentou a professora Urania Vianna.
"Bando de proselitistas! A paralisação é em protesto à PL 257/16, enviada por esse GOVERNO HIPÓCRITA E CORRUPTO. Tentam agora manipular esse protesto em prol dos servidores públicos civis e militares. Se a APLB informou como está descrito, apenas confirma o quês os professores já sabem, são representantes do governo e não da classe", disse o professor Jaime Santana.
"Um absurdo essa informação pois a paralisação nacional e por conta de uma PL que pode retirar vários direitos dos servidores públicos , inclusive o congelamento de salários. Essa direção sindical não representa a categoria de professores", reclamou a professora Maria Nascimento.
Veja as publicações no site da APLB:
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