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Guerra na Ucrânia já causou a morte de 1,4 mil civis, estima a ONU

04 de Abril de 2022 - Metrópoles
[Guerra na Ucrânia já causou a morte de 1,4 mil civis, estima a ONU]

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnur) atualizou o número de vítimas na guerra na Ucrânia

Ao todo, 1,4 mil civis já perderam a vida desde o início do conflito, em 24 de fevereiro, segundo estimativa do órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nesta segunda-feira (4), a entidade também informou que mais de duas mil pessoas se feriram. Segundo o relatório da ONU, ao menos 121 crianças morreram e 178 ficaram feridas.

Armas explosivas de grande impacto são a principal forma de agressão, incluindo bombardeamentos de artilharia pesada e sistemas de lançamento múltiplo de mísseis.

A Alto-Comissariado da ONU afirma que os dados sobre as vítimas civis estão aquém dos números reais, sobretudo nos territórios onde os ataques intensos não permitem recolher e confirmar as informações.

É o que acontece, por exemplo, em Mariupol e Volnovakha (região de Donetsk), Izium (região de Karkiv), Popasna (região de Lugansk) e Irpin (região de Kiev), onde há alegações de numerosas baixas civis ainda por confirmar, e que por isso não estão incluídas nas estatísticas da ONU.

Massacre em Bucha
A União Europeia anunciou a abertura de um inquérito, em conjunto com a Ucrânia, para apurar o que seria um massacre em Bucha, cidade ucraniana próxima a Kiev.

Nesta segunda-feira (4/4), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, contou que conversou com Zelenski por telefone e classificou as mortes como “assassinatos atrozes”

A operação envolverá diversas instâncias do bloco europeu, como Eurojust e Europol, além de agências de investigação dos países-membros da União Europeia e órgãos como o Tribunal Penal Internacional. ?

Negativa russa
O governo russo negou que tenha matado civis em Bucha. Na manhã desta segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reafirmou o posicionamento do país: “Rejeitamos categoricamente todas as acusações”.

O país liderado por Vladimir Putin nega que tenha promovido o massacre. Segundo o governo ucraniano, ao menos 400 corpos foram encontrados na rua ou em valas rasas. O Kremlin pediu uma análise oficial do que chamou de “provocação” ucraniana.


Foto: Divulgação

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