Fofoca

PMs detidos por adesão à greve não se alimentam há mais de 24h

15 de Março de 2012 - Piatã

Cinco policiais militares cumprem prisão preventiva há 32 dias, em Ilhéus. Esposas apoiam greve e pedem agilidade na apreciação dos casos.

Cinco soldados detidos no 2° Batalhão de Ilhéus, sul da Bahia, por adesão à paralisação na Polícia Militar no mês de janeiro, iniciaram há 24 horas greve de fome para pressionar o julgamento do habeas corpus solicitado pela defesa à Auditoria Militar do Tribunal, em Salvador. A informação foi repassada pela família e confirmada pelo comandante do Batalhão, o coronel Marcelo Luiz Brandão Teixeira.

De acordo com o coronel, eles aceitaram o café-da-manhã, servido às 7h de quarta-feira (14), e passaram a recusar todas as demais refeições. "Eles alegam demora no julgamento de seus pedidos de habeas corpus e estão sabendo da soltura de alguns policiais. Acho que querem pressionar a Justiça”, afirma. Ele acrescenta que as refeições serão servidas normalmente.

As esposas dos soldados estão reunidas desde as 9h desta manhã na entrada do Batalhão em apoio à greve de fome. "Nós apoiamos. Queremos logo o alvará de soltura. Eles estão presos há mais de 30 dias, Isso já caiu na ilegalidade, ultrapassou o limite da prisão preventiva. Hoje tem visita às 16h e vamos saber se eles estão bem física e psicologicamente", afirma a funcionária pública Maziane de Oliveira, 30 anos, uma das esposas.

Para o advogado dos soldados, Valdimiro Otínio, a demora na apreciação do pedido não é comum. Segundo ele, a legislação militar prevê 30 dias de prisão preventiva, período vencido há dois dias. "Entrei com apenas um pedido para seis policiais. Um deles foi libertado na sexta-feira [9], é o único residente em Itabuna, apesar de atuar em Ilhéus. Os cinco ainda presos são naturais de Ilhéus. O juiz apreciou um e esqueceu dos outros, o que é estranho", avalia.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), através da assessoria de imprensa, informa que a lei não prevê prazo para prisão preventiva, de acordo com o novo Código de Processo Penal, e que todos os cinco casos estão sendo analisados pelo juiz Paulo Roberto Santos de Oliveira, da Auditoria da Justiça Militar da Bahia.

Informações do G1

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