Prefeitura quer retirar pedras portuguesas do Centro Administrativo de Camaçari
28 de Agosto de 2017 - Wesley Sobrinho
Tema de debate na última sessão ordinária realizada na Câmara de Vereadores de Camaçari, as pedras portuguesas que pavimentam as principais calçadas na cidade podem estar com os dias contados. A beleza que o mosaico português confere a determinados cenários urbanos do município está levando a pior na queda de braço com o quesito mobilidade, pois o tipo de piso que deve substituí-lo é mais rente e uniforme, o que deve proporcionar mais segurança aos transeuntes.
A questão foi trazida à discussão pelo vereador Flávio Matos (DEM), cuja indicação apresentada solicitava do poder público a “retirada das pedras portuguesas das calçadas do centro comercial e administrativo”. Ele justificou o pedido afirmando que essas calçadas representam um perigo aos cidadãos da terceira idade. “Os idoso sofrem com quedas nesses lugares. São verdadeiras armadilhas”, descreve.
O presidente da Câmara, vereador Oziel, defendeu do mosaico português. “As pedras portuguesas são um patrimônio da cidade, tem valor histórico. Não podem simplesmente ser descartadas. A retirada pode empobrecer a estética do local, tirar o brilho”, observa, acrescentando que só concorda com a retirada se as pedras forem destinadas a pavimentar outro local.
A reportagem do portal Bahia no Ar conversou com a secretária de Infraestrutura e Habitação, Joselene Cardim, que informou a intenção do governo municipal em realizar a substituição das pedras portuguesas. “A tendência é que elas deixem de existir, porque estão fora do padrão de mobilidade urbana. Estamos realizando a requalificação de 31 ruas na sede da cidade e em alguns desses locais a retirada das pedras portuguesas está inclusa no processo de adequação às normativas de acessibilidade”, explica.
A Seinfra confirma também que a calçada em torno do Centro Administrativo de Camaçari, onde está localizada a Prefeitura Municipal e outros órgãos vinculados aos poderes executivo e judiciário, está na lista de paisagens que serão alteradas com a retirada do mosaico português.
Sobre o destino das pedras, Joselene Cardim informa que todas são guardadas para serem usadas em reposições em outros locais. Pelo menos tem sido assim até que a esperada extinção ocorra e não haja mais necessidade de reposição.
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