Sefaz e Secad colocam números na mesa para provar incapacidade de conceder reajuste
23 de Agosto de 2017 - Wesley Sobrinho
As paralisações intermitentes promovidas semanalmente pelos servidores públicos de Camaçari e a greve deflagrada pelos professores da rede pública do município tem uma coisa em comum: ambos exigem do governo municipal, entre outras coisas, o reajuste salarial. O secretário da Fazenda, Renato Almeida, e o de Administração, Reginaldo Paiva, em entrevista ao programa Bahia No Ar, ratificaram que o motivo da Prefeitura não atender ao pedido das categorias é a falta de verba.
Renato Almeida comenta as baixas que o município sofreu este ano, comparando com os rendimentos registrados em 2016. “O valor disponibilizado no Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] este ano tem R$ 4 milhões a menos que no ano passado, sendo que as despesas com pagamento de pessoal da Educação aumentou em R$700.000”, cita, acrescentando que o recurso total do Fundeb só cobre 70% da folha.
Reginaldo Paiva endossou o discurso do colega e ainda lançou um desafio. “Quem tiver números diferentes do nosso pode vir pra gente comparar e ver o motivo dessa disparidade”. Sobre a negociação com os servidores, ele rebate a crítica de falta de diálogo e inflexibilidade. “Não sentamos em uma mesa com eles pra oferecer 0% e sim para informar e esclarecer que havia uma impossibilidade técnica de conceder o reajuste”, completou.
Citando especificamente o impasse com os professores, Paiva explica ainda que, se essa impossibilidade técnica não for respeitada, tal teimosia pode acarretar em problemas muito piores. “Quando gastamos mais de 70% com folha de pagamento, já corremos o sério risco de comprometer os demais itens que compõem a educação, como infraestrutura, equipamentos, material didático e outros elementos necessários no processo educativo”, cita.
Após expor os números, o secretário Renato Almeida tornou a fazer um apelo aos professores, pedindo o fim da greve. “Temos que pensar agora em encerrar esse movimento, porque os alunos precisam da escola e o governo já esperou o que tinha que esperar”, disparou.

Reginaldo Paiva, secretário de Administração, falou sobre os gastos com folha de pagamento de pessoal na Educação
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