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“Não existe a menor possibilidade”, afirma Secretário da Fazenda sobre aumento para professores em Camaçari

03 de Agosto de 2017 - Adriana Planzo

O chefe da pasta da Fazenda afirmou que o município há três meses tem participado de intensas conversas com a categoria.

“É muito mais interessante para o servidor que o município tenha adotado essa postura de ter responsabilidade técnica na condução desse processo para que não faltem recursos, inclusive, para o pagamento em dia, de suas obrigações”, detalha o Secretário Municipal da Fazenda, de Camaçari, Renato Almeida, sobre a impossibilidade de aumento de salário para os professores de Camaçari, que estão em paralisação desde a última terça-feira (1). Renato Almeida foi entrevistado do Programa Bahia no Ar desta quinta-feira (3). Na ocasião, o chefe da pasta da Fazenda afirmou que o município há três meses tem participado de intensas conversas com a categoria. “São três meses de conversas mediante os representantes da categoria em discussões exaustivas. Ainda assim, me coloco a disposição para qualquer tipo de diálogo para explanar a real situação orçamentaria do município. Se o município não concede o reajuste, não por falta de vontade, é por impossibilidade”, esclarece. “Para que a gente honre com os compromissos de pagamento de salários até o fim do ano teremos que remanejar o orçamento de outras áreas de governo para frente às despesa com o pessoal”, explica o secretário sobre a real situação orçamentaria do município. Almeida destacou ainda que se comparados os salários dos professores de Camaçari com os salários de profissionais de cidades como, Alagoinhas, Feira de Santana e conquista, por exemplo, os da Região Metropolitana ainda são maiores. “Os professores de Camaçari têm uma faixa salarial hoje muito maior do que nesses municípios. Que fique claro, somos defensores! O servidor público tem que ser bem remunerado. Mas nesse momento não se trata da vontade, mas da impossibilidade”, pontua o secretário. “Vale ressaltar que não foi só o reajuste que foi pauta da campanha salarial de 2017. Foram apresentados cerca de 15 itens e, que alguns deles,já estão sendo atendidos nesse momento”,lembra. Durante a entrevista, Renato Almeida afirmou que o comportamento da arrecadação do município não permite ao mesmo, hoje, fazer qualquer tipo de expansão em gastos.

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