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Corpos de mãe e filhos mortos em Itinga são enterrados neste domingo

18 de Junho de 2017 - Adriana Planzo

Foram enterrados na tarde deste domingo (18), no Cemitério Municipal de Portão, em Lauro de Freitas, os corpos da baiana de acarajé Jussara de Oliveira, 36 anos, e dos filhos, Ângela de Oliveira, 16 e Felipe de Oliveira, 20,  morto na noite de sexta-feira (16), no bairro da Itinga. As mortes, que estão sendo investigadas pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), aconteceram por volta das 20h40, na Rua Jardim Talismã. O principal suspeito é o companheiro de Jussara, conhecido como Alexandre que está foragido. A família da vítima suspeita que Jussara tenha sido morta porque o ex-marido dela não aceitava o fim do relacionamento. "Ela era baiana de acarajé e deixou de ser por causa dos ciúmes dele. Nenhum homem podia chegar na banca de acarajé dela que ele sentia ciúmes", conta a mãe da vítima, Maria da Glória de Oliveira, 73 anos. Segundo o pai da vítima, o pai de santo Marciano Jesus de Oliveira, 62, além dos ciúmes, outro motivo que teria levado a filha a terminar o relacionamento com o suspeito de ter cometido o crime era o fato dele ser usuário de cocaína. "Ela terminou o relacionamento de seis anos com ele por causa da cocaína. Aí eles voltaram há três meses, ele prometeu que não usaria mais, mas continuou usando. Ela voltou a romper com ele, mas continuaram a morar na mesma casa, mas dormindo em cama separadas", contou. A família de Jussara era contra relacionamento porque ele já vinha ameaçando ela de morte. Seu Marciano suspeita, ainda, que a filha pode ter sido drogada antes de ser morta. "No dia do crime, ele comprou algumas cervejas e levou pra casa. Acho que ele pode ter colocado alguma coisa na bebida dela. Minha filha foi encontrada morta na cama, ela é mais forte do que ele. Se ele partisse para cima dela, ela teria revidado", suspeita o pai. A família só teve conhecimento da morte de Jussara e dos filhos na última sexta-feira (16), após estranhar o fato dela não estar atendendo às ligações no celular nem respondendo às mensagens pelo aplicativo WhatsApp. Ao chegar no endereço da filha, o casal encontrou o imóvel fechado, mas vizinhos contaram que teriam visto o companheiro dela saindo e trancando a casa. Foi então que eles decidiram arrombar a porta do imóvel e viram a cena trágica. O corpo de Ângela estava no corredor da casa, o de Felipe, que era deficiente físico, na cadeira de rodas e o de Jussara no quarto, na cama. Com informações do Correio*

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