Educação

Bahia lidera número de participantes no Enamed no Nordeste, apesar de cursos abaixo da média

27 de Janeiro de 2026 - Redação Pernambués agora
[Bahia lidera número de participantes no Enamed no Nordeste, apesar de cursos abaixo da média]

Foto: Leonardo Rattes / Saúde GovBA

Mesmo com 12 cursos de Medicina avaliados abaixo da média, a Bahia registrou o maior número de participantes do Nordeste no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O estado liderou o total de estudantes inscritos na região.
Os dados resultam da soma das 22 instituições de ensino superior participantes no estado, que reuniram 2.688 estudantes. Desse total, 1.193 inscritos eram da capital e 1.495 do interior.
A Universidade Salvador (Unifacs) liderou em número de participantes, com 355 inscritos, seguida pelo Centro Universitário Zarns – Salvador (319), Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (291), Universidade Federal da Bahia (164) e Universidade do Estado da Bahia (64).
Vitória da Conquista contabilizou 220 inscritos, distribuídos entre a Afya (149), UESB (38) e UFBA (33). Também participaram cidades como Juazeiro (195), Barreiras (142), Lauro de Freitas (141), Itabuna (116), Guanambi (114), Teixeira de Freitas (105), Alagoinhas (101), Eunápolis (88), Jacobina (73), Irecê (43), Ilhéus (39), Paulo Afonso (37), Feira de Santana (30), Santo Antônio de Jesus (26) e Jequié (25).
As instituições privadas concentraram a maior parte dos inscritos: 2.065 estudantes, contra 623 das instituições públicas. Apesar disso, as universidades públicas apresentaram os melhores conceitos no exame, enquanto as privadas registraram maior concentração em avaliações intermediárias e baixas.
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Santo Antônio de Jesus, obteve Conceito 3. A única instituição pública com desempenho abaixo da média foi a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Teixeira de Freitas, que recebeu Conceito 2.
Associação pede mudanças
Em entrevista ao BN, o diretor da Associação Baiana de Medicina (ABM), Hélio Braga, alertou para os impactos da formação inadequada de médicos, como desperdício de recursos na saúde pública e suplementar, além de diagnósticos incorretos e solicitações excessivas de exames.
Segundo ele, o crescimento desordenado de faculdades de Medicina, muitas sem campos de prática adequados, compromete a qualidade da formação. Braga defendeu a criação de um exame de proficiência para garantir que apenas profissionais qualificados atuem na área.
O diretor afirmou ainda que a ABM promove cursos, congressos e ações de atualização profissional, além de planejar maior aproximação com ligas acadêmicas para estimular a produção científica e suprir a carência de professores médicos em algumas instituições.

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