Dia de Combate à Intolerância Religiosa completa 13 anos
21 de Janeiro de 2020 - Redação Pernambués agora
O dia 21 de janeiro significa um marco na luta ao respeito da diversidade religiosa
Embora preconceito e a intolerância religiosa são considerados crimes no Brasil
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, foi instituído no ano de 2007 pela Lei nº 11.635 em homenagem à Mãe Gilda, Iyalorixá que foi vítima de intolerância religiosa no fim de 1999.
No mês de outubro, Mãe Gilda teve seu templo invadido, depredado e o seu marido agredido por fundamentalistas religiosos. Não superando o trauma dos ataques, veio a falecer em janeiro do ano seguinte após um infarto.
Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos, conhecida como Mãe Gilda de Ogum fundou em 1988 o Ilê Axé Abassá de Ogum, Terreiro de Candomblé localizado nas imediações da Lagoa do Abaeté, bairro de Itapuã em Salvador.
Foi iniciada no Candomblé em 1976 no Terreiro de Oya, ao completar sete anos de iniciada na religião recebe o cargo de yalorixá e em 06 de outubro de 1988 registrou seu Terreiro de Candomblé, o Axé Abassá de Ogum, de nação Ketu na Federação do Culto Afro. Mãe Gilda foi uma ativista social e se destacou pela sua personalidade forte e grande participação em ações para a melhoria do bairro de Nova Brasília de Itapuã.

O dia 21 de janeiro significa um marco na luta ao respeito da diversidade religiosa. Embora o preconceito e a intolerância religiosa são considerados crimes no Brasil, as ocorrências aumentaram de forma substancial nos últimos anos. Um levantamento realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos mostra que no período de janeiro de 2015 ao primeiro semestre de 2017 há uma denúncia a cada 15 horas.
DENÚNCIAS
NÚMERO DE CASOS
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É importante lembrar que mais que tolerância, é preciso que haja respeito em todas as religiões. Os praticantes das religiões de matriz africana não buscam tolerância, lutam por respeito e liberdade para professarem sua fé.
Denúncias de violações contra religiões de matriz africana, comunidades quilombolas, de terreiros e ciganas podem ser feitas pelo Disque 100, serviço do governo federal para receber denúncias de violações de direitos humanos. O Disque 100, juntamente com a Ouvidoria da Igualdade Racial, são instrumentos oferecidos pelo governo federal no combate ao racismo.
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