Deltan montou plano para lucrar com fama da Lava Jato, apontam mensagens
14 de Julho de 2019 - Folha de S. Paulo
Procurador discutiu criar empresa sem ser sócio e estratégia para arrecadar com palestras; ele diz promover cidadania
O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, teria montado uma espécie de "plano de negócios" de eventos e palestras para lucrar com o reconhecimento obtido durante as investigações, de acordo com mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil, analisadas em conjunto com a Folha, e publicadas hoje (14).
Em uma conversa no fim de 2018, Deltan e um colega da Lava Jato teriam discutido a formação de uma empresa na qual eles não apareceriam formalmente como sócios, a fim de evitar questionamentos legais.
Deltan fala sobre o assunto com a mulher, em um dos supostos diálogos revelados. "Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade", escreveu.
Após discussões sobre os possíveis formatos do negócio, em fevereiro deste ano, Deltan propôs que a empresa fosse aberta em nome das mulheres dele e do procurador Roberson Pozzobon, conhecido como Robito.
A lei proíbe que procuradores gerenciem empresas e as autoridades apenas podem ser sócios ou acionistas.
"Só vamos ter que separar as tratativas de coordenação pedagógica do curso que podem ser minhas e do Robito [Pozzobon] e as tratativas gerenciais que precisam ser de Vcs duas, por questão legal", diz uma das mensagens.
Em seguida, Deltan alertou para a possibilidade de a estratégia levantar suspeitas. "É bem possível que um dia ela [Fernanda Cunha, da Star Palestras] seja ouvida sobre isso pra nos pegarem por gerenciarmos empresa", afirma
Pozzobon então comenta: "Se chegarem nesse grau de verificação é pq o negócio ficou lucrativo mesmo rsrsrs. Que veeeenham".
A Folha não encontrou registros de empresas abertas na Junta Comercial do Paraná e em cartórios de Curitiba em nome das mulheres dos procuradores.
À reportagem, Deltan Dallagnol justifica que realiza palestras para promover a cidadania e o combate à corrupção e que esse trabalho ocorre de maneira compatível com a atuação no Ministério Público Federal (MPF). Ele e o procurador Roberson Pozzobon reiteram ainda que não abriram nenhuma empresa.
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