Professores de todo pais podem fazer greve contra reforma da Previdência
06 de Abril de 2019 - Folha Press
Caso a medida seja aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara
Os professores do país prometem uma greve nacional contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, caso a medida seja aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
A votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) está prevista para o próximo dia 17 de abril.
Segundo informou o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo Filho, durante audiência na Comissão de Educação, os docentes podem parar em 15 de maio.
Pela PEC, os professores da educação básica só poderão se aposentar aos 60 anos de idade e 30 anos de contribuição. Além disso, serão exigidos dez anos de efetivo exercício e cinco anos no cargo em que se dará a aposentadoria. Hoje, professor da rede público tem idade mínima, mas menor.
Hoje, a idade mínima é de 50 anos, para as mulheres, e 55 anos, para os homens. Além disso, eles precisam contribuir com 25 e 30 anos, respectivamente. Ainda é necessário comprovar dez anos no serviço público e cinco anos no cargo.
Apesar das discussões acaloradas e confusões que marcaram a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à CCJ da Câmara, a tendência é que a PEC seja aprovada no colegiado.
O governo terá maior dificuldades apenas na comissão especial e, principalmente, no plenário da Câmara.
'TCHUTCHUCA'
A confusão com Guedes na CCJ ocorreu na última quarta (3). Após horas de discussões intensas, o estopim ocorreu às 20h23, quando o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro José Dirceu, afirmou que Guedes é tigrão com uns e tchutchuca com outros, sugerindo que o ministro privilegia banqueiros e rentistas.
Ele queria estudos da equipe econômica para que o governo decidisse priorizar o endurecimento das regras de aposentadoria, em vez de propor mudanças no sistema bancário.
"Eu estou vendo que o senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidade. É tigrão quando é com agricultores, com professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país. O cargo público que você ocupa exige uma outra postura", afirmou Dirceu.
O deputado foi logo interrompido por aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Guedes também reagiu. O ministro se ofendeu e revidou: "Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a avó!". Depois, pediu respeito: "Eu te respeito. Você me respeita!". Tchutuca e tigrão são referências a um funk dos anos 2000, da banda Bonde do Tigrão.
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