Sobrepeso lidera indicadores nutricionais entre adultos na Bahia, com mais de 833 mil casos
13 de Março de 2026 - Redação Pernambués agora
Foto: Reprodução/Agência Brasília
Dados do Ministério da Saúde apontam que o sobrepeso foi a condição nutricional mais registrada entre adultos na Bahia em 2025. O levantamento analisou o estado nutricional da população acompanhada pelos serviços de saúde e identificou um crescimento significativo nos índices.
De acordo com o relatório, 833.305 pessoas foram classificadas com sobrepeso, o equivalente a 35,43% do total monitorado no estado. O percentual supera o número de adultos com peso considerado adequado, que somou 718.958 indivíduos (30,57%).
O estudo também detalha os níveis de obesidade registrados no estado. A Obesidade Grau I foi identificada em 482.524 pessoas (20,52%), enquanto a Obesidade Grau III — considerada a forma mais grave — atingiu 84.361 indivíduos (3,59%).
Quando somados todos os níveis da doença (graus I, II e III), a Bahia contabilizou 747.300 pessoas com obesidade. Ainda assim, o número permanece inferior ao total de indivíduos classificados apenas com sobrepeso.
Ao todo, 2.351.663 adultos foram acompanhados pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde no estado durante 2025.
Crescimento em relação ao ano anterior
A prevalência total de obesidade entre os adultos acompanhados na Bahia subiu de 30,09% em 2024 para 31,78% em 2025.
No detalhamento por grau, a Obesidade Grau I passou de 19,4% para 20,52%. Já a Obesidade Grau II aumentou de 7,14% para 7,67%. A Obesidade Grau III também apresentou leve crescimento, passando de 3,55% para 3,59%.
Situação nas cidades
Em Salvador, o sobrepeso também lidera os indicadores. Em 2025, foram registrados 93.763 adultos nessa condição, representando 32,88% da população monitorada. Já o percentual de peso adequado chegou a 26,01%.
O volume total de pessoas acompanhadas na capital aumentou consideravelmente, passando de 228.403 em 2024 para 285.184 em 2025.
Na comparação com Feira de Santana e Vitória da Conquista, Salvador apresenta índices mais elevados de obesidade em níveis mais graves.
Fatores que explicam o aumento
Em entrevista, o endocrinologista Fábio Trujilho apontou que mudanças no padrão alimentar e fatores sociais ajudam a explicar o avanço do sobrepeso.
Segundo ele, alimentos ultraprocessados costumam ser mais baratos e mais fáceis de encontrar, especialmente em áreas periféricas ou distantes dos grandes centros. O especialista também cita o sedentarismo, dificuldades de mobilidade urbana, falta de espaços públicos para atividades físicas e problemas de segurança como fatores que contribuem para o cenário.
Apesar do crescimento dos índices, a Bahia ainda apresenta percentuais de obesidade abaixo da média nacional em todos os graus da doença.
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